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| 10:55 | Trânsito 2 min de leitura

Motorista e dono de caminhão são indiciados por acidente que matou equipe de remo de Pelotas

Conforme apurações preliminares, na hora da batida, o veículo passava dos 100 km/h, enquanto o limite de velocidade na região é de 60 km/h; nove pessoas morreram na colisão

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Conforme apurações preliminares, na hora da batida, o veículo passava dos 100 km/h, enquanto o limite de velocidade na região é de 60 km/h; nove pessoas morreram na colisão
Dos 10 freios do caminhão, quatro estavam desgastados e cinco não operavam. CBMPR / Divulgação

A Delegacia de Delitos de Trânsito do Paraná anunciou nesta terça-feira (12) que indiciou duas pessoas pelo acidente com a van da equipe de remo de Pelotas, que deixou nove mortos em 20 de outubro. Os indiciados são o motorista e o dono do caminhão envolvido na colisão.

O condutor, Nicollas Otilio de Lima Pinto, 39 anos, foi indiciado por homicídio culposo previsto no Código de Trânsito Brasileiro. O proprietário do veículo, que não teve o nome revelado, também foi responsabilizado por homicídio culposo, mas o previsto no Código Penal. 

O relatório será encaminhado ao Ministério Público do Paraná.

A investigação apontou que o acidente foi provocado por problemas mecânicos no caminhão. Conforme revelou reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, apenas um dos 10 freios da carreta funcionava plenamente. Quatro estavam desgastados e cinco não operavam. 

Em depoimento, Nicollas relatou que ficou sem freio e tentou usar o freio motor, que também não funcionou e apagou o caminhão.

No acidente, morreram sete adolescentes e o coordenador técnico do projeto Remar para o Futuro, equipe de remo de Pelotas. O motorista da van que transportava o grupo também morreu. Veja quem eram as vítimas.

No local, que é uma região cheia de curvas na BR-376 em Guaratuba, Paraná, o limite de velocidade é de 60 km/h. Conforme apurações preliminares da polícia, na hora da batida, sob chuva e neblina, o caminhão passava dos 100 km/h.

Depois do acidente, Nicollas passou no teste do bafômetro e se disponibilizou a fazer um exame toxicológico.

A defesa dele afirmou que está analisando o relatório final antes de se manifestar sobre o assunto. 

Fonte: GZH

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