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| 19:21 | Esporte 4 min de leitura

Em jogo heroico, Botafogo vence Atlético-MG e conquista a Libertadores da América pela primeira vez

Time carioca atuou com um atleta a menos desde o primeiro minuto de partida e, mesmo assim, conseguiu a vitória com gols de Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos. Eduardo Vargas descontou para os mineiros

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Time carioca atuou com um atleta a menos desde o primeiro minuto de partida e, mesmo assim, conseguiu a vitória com gols de Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos. Eduardo Vargas descontou para os mineiros
Luiz Henrique abriu o placar para o Botafogo. Alejandro PAGNI / AFP

Não poderia ser sem sustos, medo e uma boa dose de heroísmo. Aliás, foi também com o brilho que só uma estrela solitária pode ter. Neste sábado (30), o Botafogo conquistou a primeira Libertadores da sua história ao derrotar o Atlético-MG por 3 a 1 no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, com um jogador a menos por mais de 90 minutos. Os gols do Botafogo foram marcados por Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos. Eduardo Vargas descontou para os mineiros.

Gabriel Milito pôde repetir o mesmo time que havia atuado contra o River Plate, na semifinal. Novamente, não contou com o meia Zaracho, lesionado. Já Artur Jorge teve o desfalque do zagueiro Bastos, também lesionado. Adryelson ficou com a vaga. Mateo Ponte cumpriu suspensão por conta da expulsão na semifinal. 

A decisão em preto e branco  — cores de ambos os times — foi manchada antes do primeiro minuto com o vermelho do cartão recebido por Gregore. O botafoguense acabou expulso após acertar a cabeça de Fausto Vera com o pé, em uma disputa no meio do campo.  

Mesmo com um a menos, o técnico português optou por não fazer alterações no primeiro tempo. Viu o adversário se impor com finalizações de Hulk de fora da área e Deyverson arrancar um “uh” da torcida ao chutar para fora em chance dentro da área.  

Contudo, a vantagem do Atlético-MG derreteu sob o sol argentino em menos de 40 minutos. Quando pela primeira vez teve espaço para atacar, o Botafogo não perdoou. Marlon Freitas chutou, e a bola sobrou nos pés de Luiz Henrique. Com o talento que o levou para a Seleção Brasileira aos 23 anos, bateu para abrir o marcador. 

Reação do Galo? Que nada. As estrelas de Luiz Henrique e do próprio escudo do Fogão voltaram a brilhar cinco minutos depois. O atacante foi derrubado por Everson na entrada da área. VAR chamou, pênalti marcado. Alex Telles, o lateral ex-Grêmio, cobrou aos 42 e definiu que a vantagem, a partir dali, não estaria mais ao lado dos mineiros.

Segundo tempo

Na volta do vestiário, o que todos, até mesmo Artur Jorge e os torcedores botafoguenses esperavam, aconteceu. O duelo se transformou em ataque contra defesa.  

Quem deu o primeiro empurrão para a retomada do ímpeto atleticano foi Eduardo Vargas. O chileno ingressou no intervalo e, com um minuto, cabeceou para o gol a cobrança de escanteio de Hulk.  

Uma tempestade de bolas levantadas se instalou sobre a área do Botafogo. Deyverson mergulhou “de peixinho” e outra vez arrancou suspiros, mas não balançou as redes. Aos oito, o centroavante pediu pênalti depois de choque com Marlos Freitas. Não assinalado pela arbitragem.  

Os 10 atletas do Botafogo fizeram da sua área um “bunker” para guardar a vitória. De fora da área, vinham as bombas, como a lançada por Arana, mas sem direção certa.

Para complementar o dia “não” do Galo, Eduardo Vargas perdeu as duas chances mais claras da partida aos 41 e 43 minutos. Meteu por cima da meta, na pequena área, ao receber passe de Mariano. E não aproveitou a falha de Adryelson ao sair cara a cara com o goleiro e finalizar para fora.

Quando a explosão da festa estava engatilhada, Júnior Santos apareceu no ataque para dizer “eu também quero”. O atacante driblou dois marcadores, cruzou para Matheus Martins, Alan Franco cortou e coube a ele mesmo, Júnior Santos, tocar para o 3 a 1, aos 51 minutos.

Nas arquibancadas, os gritos de “eu acredito” foram, aos poucos, se arrefecendo. Enquanto a noite caía em Buenos Aires, a América conheceu pela vez a luz da estrela que craques como Garrincha e Nilson Santos, Jairizinho e Didi carregaram com orgulho — e da qual, com certeza, passam, agora, a se orgulhar muito mais.

Copa Libertadores da América — Final 

Atlético-MG (1) 

Everson; Lyanco (Mariano, INT), Battaglia, Junior Alonso; Gustavo Scarpa (Vargas, INT), Fausto Vera (Bernard, INT), Alan Franco, Guilherme Arana; Hulk, Deyverson (Alan Kardec, 29’/2ºT) e Paulinho. Técnico: Gabriel Milito 

Botafogo (3) 

John; Vitinho, Adryelson, Alexander Barboza, Alex Telles (Marçal, 12’2ºT); Gregore, Marlon Freitas, Luiz Henrique (Matheus Martins, 33’/2ºT), Savarino (Danilo Barbosa, 12’/2°T), Thiago Almada (Júnior Santos, 33’/2ºT); Igor Jesus (Allan, 46’/2ºT). Técnico: Artur Jorge 

GOLS: Luiz Henrique (B), aos 34min, e Alex Telles (B) aos 42min do 1º tempo; Vargas, ao 1min, e Júnior Santos, aos 51min do 2º tempo 

CARTÕES AMARELOS: Battaglia, Lyanco, Fausto Vera, Hulk; Alex Telles, Almada, Igor Jesus Vitinho 

CARTÕES VERMELHOS: Gregore (B) 

ARBITRAGEM: Facundo Tello, auxiliado por Ezequiel Brailovsky e Gabriel Chade. VAR: Mauro Vigliano (quarteto argentino) 

LOCAL: Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na Argentina

Fonte: GZH

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