18/12/2024 | 04:58 | Política
Deputados reincluíram refrigerantes no chamado "imposto do pecado", mas mantiveram erva-mate na cesta básica. Texto segue para sanção presidencial
A aprovação de um dos projetos de regulamentação da reforma tributária pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (17), leva para sanção presidencial um texto diferente daquele votado pelo Senado em 12 de dezembro.
Os deputados reincluíram, por exemplo, as bebidas açucaradas no Imposto Seletivo, chamado de "imposto do pecado" por taxar bens e serviços com potencial impacto negativo para a saúde ou o meio ambiente. Armas, munição e defensivos agrícolas, porém, foram mantidos fora desta tributação.
A erva-mate, que havia sido incluída pelo Senado na cesta básica, foi mantida no rol de itens com imposto zero.
O relator do projeto de lei complementar na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), projetou, com as mudanças sobre o que havia sido aprovado no Senado, reduzir a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) a 26,5%. As alterações na proposta feitas na casa alta do Congresso poderiam elevar a taxa para 28,6%.
A reforma vai implementar novos impostos sobre consumo, que substituirão cinco tributos atuais após um período de transição de 2026 a 2033. Além de tentar simplificar o sistema tributário nacional, o projeto cria novos mecanismos, como a devolução de impostos para famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico, conhecido como "cashback", e detalha produtos isentos ou com carga tributária reduzida, como os que integram a cesta básica de alimentos.
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