Cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (28) suspeitos de integrarem uma organização criminosa envolvida com espionagens e assassinatos por encomenda. Além das prisões, realizadas em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, armas foram apreendidas.
O grupo criminoso, que de acordo com a PF se autointitulava Comando C4 ou Comando de Caça-Comunistas, Corruptos e Criminosos, contava com a participação inclusive de militares ativos e da reserva.
Conforme apurado pela Globo News, os valores cobrados pelo grupo para cada assassinato variam de R$ 50 mil até R$ 250 mil e era definido pela função de cada possível vítima. Os preços eram colocados em uma tabela impressa.
- Figuras normais: R$ 50 mil
- Deputados: R$ 100 mil
- Senadores: R$ 150 mil
- Ministros / Judiciário: R$ 250 mil
O planejamento para a execução dos crimes incluía locação de imóveis, uso de disfarces, garotas e garotos de programa como isca e drones.
O grupo listou também materiais e veículos que poderiam ser acionados nas operações:
- 5 fuzis de "snipper" com silenciado
- 15 pistolas com silenciador
- munição
- lança-rojão tipo AT 34 de ombro
- minas magnética e explosivos com detonação remota
- 5 veículos Doblo usados
- 5 carros pequenos/médios
- placas frias
Investigação da morte de advogado
A descoberta deste grupo aconteceu durante a investigação a morte do advogado Roberto Zampieri, executado com 12 tiros na porta de seu escritório em Cuiabá, capital do Mato Grosso, em dezembro do ano passado.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Além das ordens de prisão, há quatro ordens de monitoramento eletrônico e seis de busca e apreensão.

























































