05/06/2025 | 18:52 | Política
Ex-presidente falou com a imprensa depois de ser ouvido por cerca de duas horas. Polícia Federal apura atuação do deputado federal licenciado no outro país contra autoridades brasileiras
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que enviou "bastante dinheiro legal", para o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. A informação é do g1.
— Botei dinheiro na conta dele, bastante até, dinheiro limpo, legal, até Pix — afirmou o ex-presidente.
De acordo com Bolsonaro, o valor chega a R$ 2 milhões. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva de Bolsonaro, após depoimento de cerca de duas horas à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (5).
O ex-presidente foi convocado a depor no inquérito que apura atuação de Eduardo nos Estados Unidos contra autoridades do Brasil.
Segundo o ex-presidente, o dinheiro foi enviado para que o filho não passe "necessidade" em solo norte-americano.
— Vocês sabem que, lá atrás, eu não fiz campanha, mas foi depositado na minha conta R$ 17 milhões e eu botei R$ 2 milhões na conta dele (Eduardo Bolsonaro). Lá fora tudo é mais caro, eu tenho dois netos, um de quatro e outro de um ano de idade, ele (Eduardo) tá lá fora, não quero que ele passe dificuldade — disse acrescentou Bolsonaro.
A jornalistas, Bolsonaro afirmou que não há qualquer “trabalho” ou “lobby” por parte de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos com o objetivo de “sancionar quem quer que seja no Brasil”. Entretanto, o próprio Eduardo justificou a permanência no país para "focar em buscar as justas punições que Alexandre Moraes e a sua Gestapo da Polícia Federal merecem".
De acordo com Bolsonaro, a atuação do deputado licenciado está ligada à defesa da democracia e não a qualquer tentativa de coação contra autoridades. O ex-presidente declarou sentir “orgulho” das ações de Eduardo nos EUA.
Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal pelo Estado de São Paulo, licenciou-se do mandato em março e passou a residir nos Estados Unidos. Ele afirma, publicamente, que o objetivo da mudança é articular junto a autoridades daquele país sanções a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro alega que sua família é perseguida pelo Judiciário.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e abriu um inquérito contra Eduardo. O objetivo é investigar a suposta atuação do parlamentar nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
A PGR aponta a possibilidade de que o deputado licenciado tenha cometido três crimes:
Relator do caso, Moraes também ordenou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele é "diretamente beneficiado" pela campanha e já declarou "ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano".
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