02/08/2025 | 04:57 | Política
A jornalistas, presidente dos Estados Unidos também afirmou que tarifas foram aplicadas porque ''pessoas que comandam o Brasil fizeram a coisa errada''
O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, disse que Luiz Inácio Lula da Silva pode falar com ele "quando quiser". A declaração foi dada a jornalistas nesta sexta-feira (1º), na Casa Branca.
— Ele pode falar comigo quando quiser — disse Trump em resposta à Raquel Raquel Krähenbühl, da TV Globo.
Trump também disse que as tarifas de 50% aplicadas a produtos brasileiros exportados aos EUA foram aplicadas porque "as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada".
O presidente americano disse ainda que, apesar das divergências, "ama o povo do Brasil". Ele evitou antecipar qualquer medida:
— Vamos ver o que acontece — afirmou.
Em meio às pressões para que Lula entre em contato com o norte-americano e discuta o tarifaço, integrantes do governo Lula vinham enfatizando que a organização de uma conversa entre os dois presidentes era complexa e não poderia ocorrer de "improviso".
Como mostrou o Estadão, Lula cogita ligar para Trump, mas queria antes ter a certeza de que o americano iria atender a ligação e focar em comércio na conversa — ou seja, o petista não vai dar margem a negociar assuntos institucionais e de soberania.
Há receio no Palácio do Planalto de que ele seja submetido a algum tipo de constrangimento político ou humilhação, mesmo por telefone ou videochamada.
Na quarta-feira (30), Trump assinou a ordem que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. O decreto começa a valer em 6 de agosto.
A lista de itens taxados inclui 694 exceções, como suco de laranja, aviões, castanha, minério de ferro, petróleo, carvão, óleos, madeira e celulose.
Aço e alumínio não constam na lista, porque já haviam sido taxados em 50% com origem de todos os países.
Por outro lado, café, cacau, carne e frutas devem ser tarifados. O decreto passa a valer a partir de 6 de agosto.
Em nota publicada na noite de quarta-feira, após anúncio da assinatura do decreto, Lula disse que "o Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação".
Ainda conforme o brasileiro, foi iniciada "a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras".
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