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17/09/2025 | 10:19 | Saúde

Câmara promove reunião de esclarecimentos com o Hospital São Vicente

Foco em urgência/emergência e regras de contratação médica

Foco em urgência/emergência e regras de contratação médica
Assessoria de Imprensa

Na manhã de terça-feira, 16 de setembro de 2025, representando a presidência da Câmara Municipal de Três de Maio a 1ª Secretária, vereadora Vanessa Sallapata (NOVO) acompanhada pelos vereadores Alexandre Ott (PP), Antônio de Oliveira (PP), Ernani Weimer (PT), Vera Kuhler (PP), Diogo Wolf (PT) e Pato Roberto (PP) realizaram uma reunião de trabalho com a direção do Hospital São Vicente de Paulo para tratar de três temas prioritários: (1) atendimento no sistema de urgência e emergência, (2) protocolo de contratação de médicos e especialistas em sobreaviso durante os plantões, e (3) normas e critérios aplicados às contratações médicas. A exposição principal foi feita pela Dra. Aline R. Fiel, do jurídico corporativo da Rede Verzeri (gestora do hospital). Participaram também,a Srª Marta Bratz ( diretora do Hospital), o Sr. Claudionei Gewer (coordenador de apoio e captação), o Sr. Diego Lenhardt (tecnologia e inovação) e a diretora técnica, Dra. Carmen Jussara Weber Wachter.

1) O que muda (e o que passa a ser cobrado) nas contratações médicas

  • A Rede Verzeri adotou um Programa de Integridade (compliance) com código de éticapolíticas internascomitê de ética e canal de denúncias. Todos os contratos passam a trazer, anexado, o Código de Conduta e cláusulas de conformidade.
  • documentação exigida inclui, entre outros, CRM ativoRQE (registro de especialidade), certidões e dados societários quando se tratar de PJPagamentos só via nota fiscal, com rastreabilidade.
  • Os contratos são assinados digitalmente e geridos em plataforma (registro e relatórios), garantindo transparência e auditoria.
  • Contratos antigos estão sendo adequados ao novo padrão; a meta é concluir a regularização no curto prazo.
  • Debriefing técnico e financeiro: a unidade (hospital) avalia necessidades assistenciais e viabilidade orçamentária; o corporativo faz a análise jurídica e formaliza a contratação. Em regra, buscam-se três orçamentos; quando não for possível, aplica-se justificativa dentro das normas.
  • Limites de alçada: contratações acima de valores definidos sobem de nível decisório (ex.: a unidade não autoriza sozinha montantes elevados).

2) Urgência e emergência: continuidade do atendimento e sobreaviso

  • A direção reafirmou prioridade absoluta para manter o atendimento 24h e o sobreaviso das especialidades, com tolerância zero a falhas e apuração formal quando houver.
  • Sobre anestesia, a Dra. Aline relatou que, diante de mudança recente no quadro, foi feito contrato temporário de 30 dias enquanto se finaliza a contratação de uma nova empresa. O desempenho está sendo acompanhado diariamente pela direção técnica.
  • A gestão enfatizou que não aceita coação ou “imposição de condições” por grupos para manutenção ou reajuste de contratos. Se necessário, substituições serão feitas para assegurar a assistência à população.
  • diretora técnica, Dra. Carmen, além de responder pelo ato médico e protocolos, informou que está monitorando in loco o funcionamento do PA e o desempenho das equipes.

3) Critérios de permanência, substituição e qualidade

  • Permanência de profissionais e empresas depende de qualidade assistencialregularidade documentalcumprimento contratual e compatibilidade orçamentária.
  • O hospital pode exigir substituição de nomes dentro de uma empresa contratada quando houver não conformidades.
  • Rotatividade não é objetivo; porém, será adotada se for o meio para corrigir falhas e garantir segurança do paciente.
  • A gestão reforçou o uso do canal de denúncias (inclusive para faltas em plantões) e explicou que toda manifestação é protocolada, apurada e decidida pelo comitê de ética, com contraditório e ampla defesa.

4) Posição dos vereadores e respostas da gestão

  • Vereadores como Vanessa SallapataAlexandre Ott e Antônio de Oliveira levaram preocupações da comunidade sobre histórico de profissionais, critérios de seleção e continuidade do serviço.
  • A Dra. Aline destacou que a seleção inclui checagens públicas e técnicas (ex.: CRM/RQE) e que contratos curtos podem ser usados para testar desempenho enquanto se conclui a contratação definitiva da equipe.
  • Em relação a direitos trabalhistas (ex.: insalubridade e adicional noturno), a gestão disse estar dialogando com os sindicatos, com processos e cálculos em andamento, buscando solução negociada para não afetar o clima de trabalho nem o atendimento ao público.
  • O Legislativo comunicou que seguirá fiscalizando e apoiando o hospital — inclusive em articulações por recursos (ex.: Projeto proposto pelos vereadores Pato Roberto e Antônio de Oliveira da bancada do  Progressistas no pleito por ressonância magnética junto à bancada gaúcha) — e pediu retornos periódicos sobre a execução das medidas.

5) Encaminhamentos e próximos passos

  • Concluir a contratação da empresa de anestesia (com lista de profissionais e RQE individuais) e manter o contrato tampão até a transição segura.
  • Fechar a adequação dos contratos ao padrão de compliance, com anexos de conduta e assinatura digital.
  • Continuar o monitoramento técnico diário do PA/urgência, com relato à direção técnica e respostas formais quando houver denúncia.
  • Manter o diálogo com sindicatos sobre pautas trabalhistas, visando segurança jurídica e ambiente funcional estável.
  • Prestar contas ao Legislativo em novas reuniões e por ofícios, reforçando a transparência com a comunidade.

O coordenador de Apoio e Captação do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Claudinei Gewer, também participou da reunião com os vereadores de Três de Maio para detalhar questões financeiras e operacionais da instituição, especialmente sobre a modalidade de atendimentos no Centro de Especialidades.

Em sua fala, Gewer destacou que o novo modelo será organizado de forma a contemplar o atendimento público e privado em turnos distintos, garantindo transparência e clareza para a comunidade. Segundo ele, no período da manhã os serviços serão destinados integralmente ao Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando consultas e procedimentos gratuitos aos usuários da rede pública. Já no período da tarde, os atendimentos serão realizados por meio de planos de saúde e consultas particulares, dentro de contratos formalizados com os médicos e sob gestão direta do hospital.

O coordenador enfatizou que a medida busca dar sustentabilidade financeira ao hospital sem comprometer o acesso da população ao atendimento público. “O paciente do SUS terá seu espaço garantido, enquanto o atendimento privado, no turno inverso, vai gerar recursos para manter a instituição funcionando e fortalecida”, explicou.

Gewer também ressaltou que todos os contratos seguem padrões jurídicos e de compliance, evitando conflitos entre atendimentos públicos e privados. “Queremos construir um modelo transparente, equilibrado e que beneficie tanto a comunidade quanto a instituição”, concluiu.

A reunião fez parte da agenda de esclarecimentos solicitada pela Câmara de Vereadores, reforçando o compromisso de diálogo entre o Legislativo e a direção do Hospital São Vicente de Paulo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Três de Maio
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