03/10/2025 | 05:47 | Saúde
Entre os casos investigados, 11 já foram confirmados, de acordo com Alexandre Padilha
Chegou a 59 o número de notificações de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira (2) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em entrevista coletiva, o titular da pasta afirmou que, do total, 11 pacientes já tiveram o diagnóstico confirmado.
Entre os casos suspeitos, cinco foram registradas em Pernambuco, um no Distrito Federal e os demais são de São Paulo.
Diante do crescimento de registros (13 novos nas últimas 24 horas), Padilha determinou que os profissionais de saúde notifiquem todos os casos suspeitos que encontrarem.
A orientação do Ministério da Saúde é para que pacientes com sinais que indiquem a possibilidade de intoxicação por metanol já recebam o tratamento indicado, mesmo antes da confirmação do diagnóstico.
— Não precisa esperar a confirmação laboratorial para a conduta indicada para o caso de intoxicação por metanol. A partir dos dados clínicos, dos sintomas, sobretudo sintomas característicos como a dor em cólica, na região do intestino e as alterações visuais, com histórico de uso de bebida de teor alcóolico. Isso não é imediato, às vezes demora de 12 a 24 horas para ter os primeiros sinais de sintomas — orientou Padilha.
De acordo com O Globo, a Anvisa já mapeou 604 farmácias de manipulação no Brasil que têm condições de produzir o etanol farmacêutico, que é utilizado no tratamento. A agência também está entrando em contato com os estabelecimentos para verificar a possibilidade de distribuição.
O Ministério da Saúde também busca o contato com agências de 10 países para a produção de formepisol, que é outro antídoto indicado. A ideia é aumentar o estoque desse medicamento
no Brasil e se preparar para uma crise maior.
— Para uma delas, pedimos doação imediata e mil tratamentos por
Formepisol — afirmou Padilha.
O ministro, no entanto, negou
haver expectativa de explosão de casos.
— Nós fazemos isso por precaução, porque somos responsáveis
diante de uma situação anormal. O ministério começou a perceber a
anormalidade da situação na última semana.