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| 07:42 | Segurança 3 min de leitura

Suspeitos de torturar adolescente em Porto Alegre são alvo de operação da Polícia Civil

Ordens de prisão são cumpridas na manhã desta quinta-feira pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente na Capital

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Ordens de prisão são cumpridas na manhã desta quinta-feira pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente na Capital
Policiais cumprem quatro mandados de prisão e outros oito de busca e apreensão em Porto Alegre. Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Um crime marcado pela barbárie contra uma adolescente levou a Polícia Civil a desencadear na manhã desta quinta-feira (19) uma operação em Porto Alegre. O caso aconteceu em janeiro deste ano, quando a vítima foi arrebatada por criminosos, teve dedos das mãos cortados e o cabelo raspado. O episódio violento levou à realização de uma ofensiva na Zona Leste.

A investigação é coordenada pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão contra suspeitos do crime e oito de busca e apreensão. Os quatro alvos da operação são suspeitos de terem abordado a vítima e cometido os atos de tortura. Um deles tinha uma ordem de prisão em aberto por sentença condenatória.

Em 5 de janeiro, a adolescente de 17 anos foi atacada por integrantes de uma facção criminosa na Zona Leste. Segundo a polícia, os bandidos teriam decidido torturar a vítima após terem acesso a uma fotografia que ela havia compartilhado com uma amiga. Na imagem, a adolescente aparecia fazendo um sinal com as mãos, indicando o número de identificação de uma facção rival ao grupo que domina o tráfico naquela região.

Os traficantes daquela área tiveram acesso à imagem e interceptaram a adolescente e um familiar dela no meio da rua. Eles foram levados até uma casa, onde a jovem foi espancada, teve parte dos dedos das mãos decepada e o cabelo cortado com uma lâmina. A polícia ainda apura como os criminosos tiveram acesso à fotografia.

— Para a facção, aquilo foi suficiente para acharem que ela pudesse estar transitando entre os dois territórios, repassando informações. A motivação do crime ainda é investigada, mas esses indícios apontam para essa punição em razão dessa simbologia relacionada à outra organização criminosa — diz a delegada Sabrina Dóris Teixeira, titular da 2ª DPCA.

O familiar da vítima, que também chegou a ser agredido, socorreu a adolescente, que foi levada para o hospital e passou por cirurgia. Segundo a polícia, ela deixou a comunidade onde vivia e atualmente está em local seguro. A adolescente não tinha histórico de envolvimento com o crime e negou aos policiais ter relação com o tráfico de drogas. A investigação apura os crimes de tortura, lesões corporais graves e roubo de celular, entre outros.

— As sequelas são permanentes do que ela sofreu. Desde o início, apuramos como tortura, justamente pela brutalidade e pela gravidade do fato em si. Demonstra muita ousadia dos criminosos em praticar tamanha atrocidade contra uma jovem por motivo tão banal — afirma Sabrina.

Segundo o delegado André Mocciaro, diretor da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca) do Rio Grande do Sul, o caso vem sendo tratado como uma prioridade, em razão da gravidade dos fatos e dos requintes de crueldade que foram empregados contra a vítima.

— A gente está tratando de um crime de tortura no seu mais absurdo significado. Essa vítima teve imposta a ela um sofrimento incalculável e inconcebível. Esse tipo de atitude por parte de facções criminosas não pode e não será tolerado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Esse é o momento de efetuar o primeiro passo contra criminosos que cometeram esse crime bárbaro. A gente tem de dar uma resposta severa e essa resposta está sendo dada — disse o delegado.

Os quatro suspeitos de envolvimento no crime já tinham antecedentes criminais. A investigação continua para apurar a participação de cada um deles e se há mais pessoas envolvidas no crime.

Fonte: GZH

Ordens de prisão são cumpridas na manhã desta quinta-feira pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente na Capital
Ao todo, quatro homens foram presos durante a ação, mas um dos suspeitos está foragido. Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
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