30/03/2026 | 05:20 | Geral
RS é o primeiro Estado brasileiro a exportar a proteína com osso para o Chile
O setor da pecuária gaúcha iniciou um novo capítulo neste final de semana. Pela primeira vez desde o reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação, há quatro anos, o Rio Grande do Sul exporta carne bovina com osso. O destino? Chile.
— É o primeiro grande resultado para a pecuária bovina. A mudança sanitária ainda não havia se traduzido em ganhos para a cadeia produtiva de bovinos, apenas para a de suínos — contextualiza o 1º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira.
A primeira carga, que foi comemorada no último dia 27 após chegada ao país chileno, saiu da unidade de Alegrete do grupo Minerva. Nos contêineres, cortes como costela e ossobuco. Até agora, somente plantas dessa empresa foram habilitadas — três ao todo.
Sobre volume, a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, esclarece que as exportações ainda ocorrem em escala inicial. Mas pondera:
— Não é sobre quanto sai agora, mas sobre o que passa a ser possível a partir desse novo status.
O Chile, aliás, é um velho conhecido do Brasil: mais da metade da carne bovina consumida por lá vem de fornecedores brasileiros. Agora, com a liberação para cortes com osso, o Rio Grande do Sul passa a ocupar um novo espaço dentro desse mercado, já que é o primeiro Estado do Brasil a realizar esse tipo de embarque.
Para Pereira, a estreia pelo Rio Grande do Sul se deve à combinação de um sistema sanitário reconhecido e de um rebanho com forte presença de raças britânicas, perfil valorizado pelos consumidores chilenos.