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20/04/2026 | 15:02 | Polícia

Operação contra lavagem de dinheiro mira líder de facção e servidora pública em Pelotas

Investigação do Ministério Público aponta que apartamento de luxo teria sido adquirido com recursos do tráfico de drogas para beneficiar familiar de criminoso

Investigação do Ministério Público aponta que apartamento de luxo teria sido adquirido com recursos do tráfico de drogas para beneficiar familiar de criminoso
Agentes do Gaeco cumpriram ordens judiciais em Pelotas durante a Operação Hibernação. Divulgação

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta segunda-feira (20), a Operação Hibernação em Pelotas. A ofensiva, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu três mandados de busca e apreensão para investigar um esquema de lavagem de dinheiro articulado por uma organização criminosa que atua no sul do Estado.

O foco da operação é a ocultação de patrimônio oriundo do tráfico de drogas. Entre os locais vistoriados, estão um apartamento avaliado em R$ 500 mil, a residência de uma servidora pública estadual e a sede da construtora responsável pelo imóvel. Ninguém foi preso na ação desta segunda-feira (20).

Imóvel na planta

A investigação é um desdobramento das operações Caixa-Forte I e II. Segundo o Ministério Público, documentos apreendidos em etapas anteriores revelaram que o grupo criminoso adquiriu um apartamento ainda na planta. O imóvel foi registrado no nome de uma servidora pública para ocultar o real proprietário.

O coordenador estadual do Gaeco, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, explica que o esquema visava beneficiar diretamente o círculo próximo de um dos chefes da facção:

— Entre os materiais havia um recibo de aquisição do imóvel, utilizado para lavar dinheiro de origem criminosa e beneficiar um familiar do líder da organização criminosa.

Histórico criminoso

O alvo principal da investigação é um detento já condenado por associação para o tráfico de drogas, homicídio qualificado e posse de arma de uso restrito. Com trajetória no crime iniciada em 2004, o homem possui seis condenações definitivas e cumpre pena que soma cerca de 20 anos de reclusão.

Pelo menos três pessoas são investigadas neste núcleo financeiro. O MPRS apura se outros imóveis e bens de luxo foram adquiridos com a mesma estratégia na região.

Entenda as fases anteriores

A Operação Caixa-Forte teve início em dezembro de 2023, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e o ingresso de celulares no Presídio Regional de Pelotas.

Em novembro de 2024, a segunda fase foi deflagrada após a análise de materiais que revelaram a estrutura financeira da organização. A etapa atual, batizada de Hibernação, concentra-se especificamente na desarticulação do patrimônio acumulado ilegalmente pela facção.

Fonte: GZH
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