Logomarca Paulo Marques Notícias


| 18:43 | Cultura 2 min de leitura

Vinil volta a girar em Passo Fundo e conquista novas gerações

Procura pelos "bolachões" cresce em sebos e feiras, impulsionada por jovens que buscam uma relação mais sensorial com a música

Compartilhar:
Procura pelos "bolachões" cresce em sebos e feiras, impulsionada por jovens que buscam uma relação mais sensorial com a música
Clássicos do rock lideram a busca, seguidos por nomes da música popular brasileira. Franscisco Almeida / Arquivo pessoal

Entre os novos colecionadores está uma geração que cresceu cercada por outras mídias, mas encontrou no vinil uma forma diferente de se relacionar com a música. É o caso de João Manoel Ferreira, 25 anos, que associa o interesse ao ambiente familiar

— Cresci em uma casa cheia de CDs e DVDs, minha família sempre ouviu muita música. Gosto de pensar que o gosto veio de berço e, não ironicamente, os discos que coleciono hoje são coisas que ouvia quando era pequeno — comenta. 

A lembrança mais antiga do colecionar passa por um nome específico:

— Minha primeira paixão foi o ABBA. Ganhei um DVD quando era criança e ouvia repetidas vezes. 

Entre as preferências, a música brasileira ocupa lugar central na coleção do jovem, com nomes consagrados e artistas contemporâneos.

— Tenho alguns discos que são especiais, como Recanto da Gal Costa, e também trabalhos da Maria Bethânia e do Chico Buarque. Gosto de frequentar sebos e feiras, aqui em Passo Fundo tem lugares muito bons, com uma curadoria diversa — afirma. 

Paixão que atravessa gerações

Se entre os mais jovens o vinil aparece como descoberta, para quem acompanha o formato há anos, ele nunca deixou de existir. É o caso de Rodrigo Rissi, 51 anos, que transita entre o colecionismo e a venda de discos

Para ele, a relação com os "bolachões" passa também pela curiosidade constante:

— Todo colecionador é um consumidor curioso. O cenário tem se tornado mais dinâmico a cada ano, com a entrada de novos interessados e a retomada de antigos acervos. É efervescente!

Esse movimento se reflete na circulação de discos e na frequência de eventos. Mas Rissi ainda vê espaço para expansão em formatos que conectam música e público.

— Sinto falta de festas temáticas, com discotecagem em vinil. Já participei de várias e é muito bacana — comenta. 

Entre colecionadores antigos e novos interessados, o vinil mostra fôlego renovado, agora embalado por diferentes gerações que encontram, cada uma à sua maneira, motivos para manter o disco girando e deixar o streaming de lado. 

— É um caminho sem volta. Vai levar teu dinheiro, mas também te faz conhecer gente, trocar conhecimento e ter muita história para contar. Vale muito a pena — resume Rissi.

Fonte: GZH

Procura pelos "bolachões" cresce em sebos e feiras, impulsionada por jovens que buscam uma relação mais sensorial com a música
Encontros e feiras têm reunido diferentes gerações e ampliado o acesso ao formato. Franscisco Almeida / Arquivo pessoal
Mais notícias sobre CULTURA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade