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| 17:54 | Mundo 3 min de leitura

União Europeia confirma veto à importação de carnes do Brasil a partir de setembro

Comunicado diz que Brasil não apresentou as garantias exigidas a respeito do controle no uso de antimicrobianos

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Comunicado diz que Brasil não apresentou as garantias exigidas a respeito do controle no uso de antimicrobianos
Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas à UE. Fxquadro / stock.adobe.com

A União Europeia confirmou na sexta-feira (5), o veto para a compra de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro. De acordo com comunicado assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, a medida atinge:

  • Bovinos
  • Equídeos (cavalos)
  • Aves
  • Aquicultura (peixes)
  • Mel
  • Tripas

Em maio, a UE já havia retirado o Brasil de uma lista de países aptos a realizar a exportação desses produtos para o bloco. Os países europeus exigem que o Brasil dê garantias adicionais do cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos — como antibióticos, por exemplo — nas criações.

Segundo o documento, o Brasil não chegou a apresentar as informações que garantem que medidas sanitárias eficazes tenham sido implementadas. O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas à UE.

Procurados, os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores do Brasil não haviam se manifestado até a publicação deste texto.

"A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias", diz documento publicado no Jornal Oficial da União Europeia.

"A menção relativamente a bovinos, equídeos, aves de capoeira, aquicultura, mel e tripas deverá, por conseguinte, ser suprimida no anexo do presente regulamento", complementa o texto.

No final de maio, o governo brasileiro apresentou informações adicionais sobre as questões sanitárias envolvendo a exportação desses produtos. Uma reunião chegou a ser realizada entre a equipe técnica do Ministério da Agricultura e a Direção Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Santé), apurou o Estadão.

No encontro virtual, segundo interlocutores, o Brasil apresentou parte das informações adicionais exigidas pelo bloco europeu. Outra remessa de documentos e informações estava sendo preparada, mas não havia prazo para o envio.

As informações, de cunho sanitário, respondem a critérios já indicados em documentos anteriores enviados pela UE ao Brasil, segundo interlocutores que acompanham as tratativas.

As exigências vão no sentido de o Brasil comprovar que pode assegurar que as proteínas e produtos de origem animal exportados ao bloco, sobretudo a carne bovina, não são produzidos com uso de determinados antimicrobianos.

As questões envolvem a segregação da produção e que o governo assegure os protocolos privados quanto ao uso de antimicrobianos, sobretudo antibióticos promotores de crescimento. Na prática, produtores e indústria precisam assegurar que não usam os produtos especificados, e o governo, por sua vez, garantir a fiscalização quanto ao não uso e de que o setor privado cumpre as normas.

Fonte: GZH

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