O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) que cancelou os ataques planejados contra o Irã previstos para esta noite. O republicano citou, ainda, possível acordo com o país.
"Considerando que as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite", escreveu Trump na rede social Truth Social.
O presidente norte-americano disse, ainda, que "as discussões e os pontos finais foram, tanto em conceito quanto em detalhes, aprovados por todas as partes envolvidas". Entre os país que participaram do acordo estão Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito. Até o momento, o Irã não confirmou a aprovação do acordo.
O republicano afirmou, no entanto, que o "bloqueio naval permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada — a data e o local da assinatura serão anunciados em breve".
Ameaças
Mais cedo, Trump afirmou que o país iria atacar o Irã "com muita força". Ele afirmou também que pretendia assumir o controle de toda a infraestrutura de petróleo e gás do país do Oriente Médio.
"Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu na Truth Social.
Acordo de paz
Teerã e Washington negociam um acordo para pôr fim à guerra há três meses, mas tiveram dificuldades para chegar a um consenso. Os países estavam em cessar-fogo desde 8 de abril, mas os EUA retomaram os ataques contra o território iraniano na última semana.
Por esse motivo, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira o fechamento do Estreito de Ormuz. A agência foi criada por Teerã no mês passado para administrar e regulamentar o tráfego marítimo no estreito.
"Em razão das tensões provocadas pelas forças agressoras dos EUA na região e do comunicado emitido pelas Forças Armadas do Irã na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso", afirmou a PGSA em publicação no X.
"Solicitamos aos requerentes que já receberam autorização de passagem que sejam pacientes e aguardem as próximas orientações da PGSA."
Pouco antes das ameaças de Trump, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a trégua no conflito no Oriente Médio não é um cessar-fogo, mas sim um "fogo de menor intensidade".
"Esta semana trouxe ataques mais amplos e uma nova deterioração, em que o cessar-fogo se assemelha mais a um fogo de menor intensidade", acrescentou. "Não devemos minimizar o risco de esse fogo de menor intensidade se transformar em um conflito em grande escala."




























































