O ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira (12) que um acordo entre o seu país e os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio "nunca esteve tão próximo".
"O memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto aguardamos a sua conclusão, a imprensa deve se abster de especular sobre o seu conteúdo" e "todos os detalhes" serão comunicados "no momento oportuno", escreveu na rede social X.
Pouco antes, no entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de divulgar uma versão falsa do plano de paz com termos que "não têm nada a ver" com o que foi acordado "por escrito".
Ameaça e recuo de Trump
Após afirmar que iria atacar o Irã "com muita força" na quinta-feira (11), Trump anunciou que cancelou a ofensiva prevista para a mesma noite e citou negociações de paz.
"Considerando que as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite", escreveu no Truth Social.
O republicano afirmou, no entanto, que o "bloqueio naval (em Ormuz) permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada — a data e o local da assinatura serão anunciados em breve".
Novos ataques
Na quarta-feira (10), um helicóptero militar dos Estados Unidos caiu durante um sobrevoo na região. Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e afirmou que o país responderia.
Após os novos ataques americanos, o comando militar iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz. Em seguida, o Exército dos Estados Unidos declarou que as embarcações comerciais seguiam navegando normalmente pela via marítima.
Acordo de paz
Teerã e Washington negociam um acordo para pôr fim à guerra há três meses, mas tiveram dificuldades para chegar a um consenso. Os países estavam em cessar-fogo desde 8 de abril, mas os Estados Unidos retomaram os ataques contra o território iraniano na última semana.
Por esse motivo, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) confirmou na quinta-feira o fechamento do Estreito de Ormuz. A agência foi criada por Teerã no mês passado para administrar e regulamentar o tráfego marítimo no estreito.
"Em razão das tensões provocadas pelas forças agressoras dos EUA na região e do comunicado emitido pelas Forças Armadas do Irã na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso", afirmou a PGSA em publicação no X. "Solicitamos aos requerentes que já receberam autorização de passagem que sejam pacientes e aguardem as próximas orientações da PGSA."
Pouco antes das ameaças de Trump, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a trégua no conflito no Oriente Médio não é um cessar-fogo, mas, sim, um "fogo de menor intensidade".
"Esta semana trouxe ataques mais amplos e uma nova deterioração, em que o cessar-fogo se assemelha mais a um fogo de menor intensidade", acrescentou. "Não devemos minimizar o risco de esse fogo de menor intensidade se transformar em um conflito em grande escala."




























































