Uma seleção que se recusa a ficar pelo caminho. De novo, com drama. De novo, de virada. De novo, no fim. A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, para chegar a mais uma final de Copa do Mundo. O sonho do tetra de Messi, Scaloni e companhia simplesmente não aceita morrer.
Os gols da Argentina foram marcados na reta final, por Enzo Fernández e Lautaro Martínez. Gordon abriu o placar para os ingleses.
O adversário na decisão é a Espanha, que na terça (14) venceu a França por 2 a 0. A final da Copa acontece no domingo (19), às 16h, no MetLife, em Nova Jersey.
Já a Inglaterra vai ter que se contentar com a disputa do terceiro lugar, em um duelo europeu. O jogo acontece no sábado (18), às 16h, em Miami.
Jogo de poucas chances em 45 minutos
O jogo começou com a cara da rivalidade de Argentina e Inglaterra em Copas do Mundo. Logo aos três minutos, se formou a primeira "treta". Sem deixar o clima esquentar muito, o juiz se apressou para dispersar a confusão.
Em campo, a pressão começou com a Inglaterra. O time de Thomas Tuchel tentou ocupar um pouco mais o campo do adversário. As melhores iniciativas no início do jogo foram com Spence, pela lateral-esquerda.
A partir dos 15 minutos, no entanto, a Argentina tentou entrar no jogo, e ficar um pouco mais com a bola. No entanto, a tendência de um jogo de mais toques e sem verticalidade se manteve até a parada para hidratação.
A primeira finalização no gol foi acontecer só aos 35 minutos, quando Reece James cobrou uma falta da direita, e Dibu Martínez saiu de soco para afastar. Minutos depois, a única chance da Argentina. Enzo Fernandez bateu de longe, e a bola passou perto do travessão de Pickford, na última de um primeiro tempo de poucas oportunidades.
Drama e virada (de novo)
A volta do intervalo deu, ao menos, a impressão de que a tônica do jogo seria diferente. Ou um pouco mais movimentado. Logo no primeiro minuto, Julián Álvarez foi acionado pela direita, entrou na área e chutou cruzado, obrigando Pickford a fazer a primeira boa defesa do jogo.
Mas a resposta veio de pé em pé, no estilo do time de Thomas Tuchel. Kane fez belíssimo lançamento, ainda do campo de defesa. A zaga argentina tentou afastar, mas ela caiu no pé do habilidoso (e até então discreto) Declan Rice. De primeira, acionou Rogers, que cruzou na medida buscando Gordon no segundo pau e empurrar para abrir o placar para os ingleses.
O jogo virou a chave a partir do primeiro gol. E ganhou em velocidade. Na sequência, Simeone foi acionado em velocidade, e Spence apareceu no último instante em um carrinho na medida, dentro da área, para mandar para escanteio.
A Inglaterra recuou, e a Argentina se lançou ao campo de ataque. Simeone mandou o time para frente, com a entrada de Nico González. Aos 30, já após o cooling break, a Argentina quase empatou. Após cruzamento da direita, Mac Allister cabeceou no pé da trave.
A Argentina veio para a pressão final, sem que Thomas Tuchel conseguisse encontrar alternativas de escape, e só se defendeu.
O castigo, obviamente, viria. Ninguém escapou do poder da Argentina. Nem a Inglaterra. Aos 40 minutos, Enzo Fernández recebeu na entrada da área, e mandou um foguete, sem chances para Pickford.
No embalo, nos acréscimos, a virada. Quem decidiu a vaga argentina foi Lautaro Martínez, de cabeça. O sonho do tetra segue vivo. A Argentina vai à decisão da Copa do Mundo.



























































