Um foragido da Justiça considerado de alta periculosidade foi capturado no domingo (19) numa ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul (Ficco). O preso é Roger Ávila Moraes de Lima, 39 anos, condenado por diversos assaltos a banco em território gaúcho e em São Paulo.
A Ficco é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Polícia Civil, pela Brigada Militar e pela Polícia Penal do Rio Grande do Sul. Roger foi preso em Sapucaia do Sul, quando trafegava na BR-116, numa investigação conjunta da Polícia Federal e do setor de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os policiais receberam a informação de que o veículo era conduzido por um foragido e foram checar.
Documentos falsos e arsenal
Durante a abordagem realizada pela PRF, Roger apresentou documento de identidade falso e foram localizados, em sua posse, outros documentos de identificação também falsificados. Confirmada a verdadeira identidade e a existência de mandados de prisão em aberto, provenientes das justiças de São Paulo e do Rio Grande do Sul, o homem foi detido e encaminhado ao Judiciário, para cumprimento das penas a que está condenado.
Uma das condenações é por dupla tentativa de homicídio, contra dois PMs, em Porto Alegre. O caso ocorreu em abril de 2009, quando o veículo tripulado por ele e outros três criminosos, todos armados, foi abordado por uma viatura da Brigada Militar. Roger e os outros ocupantes do carro reagiram a tiros, quase atingindo dois policiais. O assaltante estava armado com uma pistola calibre 9mm. Ele foi condenado a seis anos de reclusão pelas duas tentativas de morte.
Ainda em 2009, quando já respondia pelas tentativas de homicídio, ele conseguiu liberdade provisória e voltou a cometer crimes. Em outubro daquele ano participou do assalto a uma agência do Banrisul em Encantado, no qual funcionários foram mantidos como reféns por quadrilheiros armados com submetralhadoras e fuzis. Os bancários foram obrigados a formar um escudo humano em torno do prédio do banco. Na fuga, os assaltantes (Roger entre eles) trocaram tiros com um PM e um policial civil.
As polícias Civil e Militar fizeram um cerco e conseguiram capturar em flagrante Roger e outros quatro assaltantes, escondidos num mato. Com eles foi apreendido armamento e veículos roubados.
Ostentação no litoral paulista
Roger foi condenado novamente, agora por tentativa de latrocínio. Ganhou liberdade em poucos anos e sumiu do Rio Grande do Sul. Em 2017 ele foi preso em Peruíbe, praia paulista, com uma caminhonete avaliada em mais de R$ 200 mil. Na época ele respondia por diversos assaltos a bancos no Sul do Brasil, incluindo Porto Alegre. Roger tem também condenações por tráfico de drogas.

























































