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| 15:00 | Saúde 3 min de leitura

Especialista destaca como vacinação contra a gripe ajuda a desafogar o sistema de saúde

Docente do Senac Novo Hamburgo afirma que a principal forma de prevenção contra quadros graves, complicações e internações é a imunização

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Docente do Senac Novo Hamburgo afirma que a principal forma de prevenção contra quadros graves, complicações e internações é a imunização
Assessoria de Imprensa

Com o declínio das temperaturas, os casos de gripe aumentam em todo o Brasil. De acordo com Carol Engers Piumato, docente da área de Saúde do Senac Novo Hamburgo, o clima frio e seco favorece a sobrevivência e a transmissão do vírus, e há tendência maior da população passar mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita o contágio nesta época do ano.

Para coibir o avanço da gripe para casos de maior complexidade, além dos cuidados diários de higienização, é essencial a imunização. De acordo com Carol, a vacina é a principal forma de prevenção contra quadros graves, complicações e internações causadas pelo vírus influenza, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.

Quem deve ser imunizado?

O Sistema Único de Saúde (SUS) indica que toda a população deve se vacinar para conter o avanço do vírus. Porém, conforme definido pelo Ministério da Saúde para a campanha de 2026, pessoas de alguns grupos são as mais vulneráveis e têm prioridade.

Grupos Prioritários:

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

Idosos (60 anos ou mais);

Gestantes e puérperas;

Trabalhadores da saúde;

Professores;

Pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais;

Povos indígenas;

Pessoas com deficiência;

Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário;

População privada de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.

O Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu como meta nacional imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários antes do pico do inverno, quando o risco de complicações aumenta. Porém, em 2026, a meta não foi batida.

De acordo com a docente, o vírus influenza sofre mutações constantes, e as cepas em circulação variam ao longo do tempo. “As organizações monitoram essas mudanças para atualizar anualmente a composição da vacina, por isso a proteção de um ano não é suficiente para o seguinte, já que a formulação acompanha as variantes mais recentes”, explica Carol.

Um dos problemas para o Brasil conseguir bater a meta estabelecida é o desafio de convencer a população a se vacinar. Carol diz que entre os principais problemas estão a confusão entre influenza e outras infecções respiratórias com sintomas parecidos, a baixa percepção de risco individual e dificuldades de acesso em regiões mais remotas.

Atuação preventiva

A vacina disponível no SUS é feita com vírus inativado (não vivo), portanto incapaz de causar a doença. Ela estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos contra as cepas presentes na fórmula daquele ano.

A imunização não evita totalmente a infecção, já que a fórmula é baseada nas cepas com maior probabilidade de circular, podendo haver exposição a outras variantes, a vacina reduz de forma significativa a gravidade dos sintomas, o risco de complicações, internações e os óbitos. Nesse cenário, a vacinação age como um método preventivo. “A cobertura vacinal ajuda a evitar picos de atendimentos que sobrecarregam hospitais e UBSs”, afirma a docente.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senac

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