Com o declínio das temperaturas, os casos de gripe aumentam em todo o Brasil. De acordo com Carol Engers Piumato, docente da área de Saúde do Senac Novo Hamburgo, o clima frio e seco favorece a sobrevivência e a transmissão do vírus, e há tendência maior da população passar mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita o contágio nesta época do ano.
Para coibir o avanço da gripe para casos de maior complexidade, além dos cuidados diários de higienização, é essencial a imunização. De acordo com Carol, a vacina é a principal forma de prevenção contra quadros graves, complicações e internações causadas pelo vírus influenza, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.
Quem deve ser imunizado?
O Sistema Único de Saúde (SUS) indica que toda a população deve se vacinar para conter o avanço do vírus. Porém, conforme definido pelo Ministério da Saúde para a campanha de 2026, pessoas de alguns grupos são as mais vulneráveis e têm prioridade.
Grupos Prioritários:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
Idosos (60 anos ou mais);
Gestantes e puérperas;
Trabalhadores da saúde;
Professores;
Pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais;
Povos indígenas;
Pessoas com deficiência;
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário;
População privada de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.
O Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu como meta nacional imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários antes do pico do inverno, quando o risco de complicações aumenta. Porém, em 2026, a meta não foi batida.
De acordo com a docente, o vírus influenza sofre mutações constantes, e as cepas em circulação variam ao longo do tempo. “As organizações monitoram essas mudanças para atualizar anualmente a composição da vacina, por isso a proteção de um ano não é suficiente para o seguinte, já que a formulação acompanha as variantes mais recentes”, explica Carol.
Um dos problemas para o Brasil conseguir bater a meta estabelecida é o desafio de convencer a população a se vacinar. Carol diz que entre os principais problemas estão a confusão entre influenza e outras infecções respiratórias com sintomas parecidos, a baixa percepção de risco individual e dificuldades de acesso em regiões mais remotas.
Atuação preventiva
A vacina disponível no SUS é feita com vírus inativado (não vivo), portanto incapaz de causar a doença. Ela estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos contra as cepas presentes na fórmula daquele ano.
A imunização não evita totalmente a infecção, já que a fórmula é baseada nas cepas com maior probabilidade de circular, podendo haver exposição a outras variantes, a vacina reduz de forma significativa a gravidade dos sintomas, o risco de complicações, internações e os óbitos. Nesse cenário, a vacinação age como um método preventivo. “A cobertura vacinal ajuda a evitar picos de atendimentos que sobrecarregam hospitais e UBSs”, afirma a docente.


























































