Não há má fase que uma classificação não amenize. O Grêmio fez o mínimo necessário para estancar a sequência sem vitórias e avançar para as quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Mirassol por 1 a 0, na tensa noite desta quarta-feira (5).
A noite foi das vaias na Arena à comemoração por estar presente no sorteio que definirá os próximos confrontos da competição na próxima terça-feira (11), às 11h.
O gol de falta de Pavon colocou o time gaúcho ao lado de Santos, Atlético-MG e Cruzeiro como um dos classificados para a próxima etapa. Os confrontos das quartas serão na última semana de agosto e na primeira de setembro.
Até lá, o vaiado Luís Castro e seus jogadores terão dedicação exclusiva ao Brasileirão. Sábado (8), o adversário será o São Paulo, pela 22ª rodada, em novo encontro com a torcida na Arena.
O jogo
Pode não ser sempre, mas tem dias que o torcedor é acometido de um sexto sentido, como o do Grêmio foi esta noite. Na hora em que a escalação do time de Luís Castro foi anunciada na Arena, os gremistas encheram o peito de ar quando Pavon foi anunciado.
Mas, por razões inexplicáveis pela lógica, não saiu uma vaia estrondosa como no momento da divulgação do nome do treinador. Para o argentino saiu um grito esvaziado, não mais que um murmúrio.
Única mudança gremista em relação ao confronto de ida, o argentino voltou a ser escalado no ataque e decidiu o primeiro tempo. Foi aos 36 minutos, quando ele se posicionou para cobrar falta, e os torcedores já tinham xingado Castro e os dirigentes. O Mirassol tinha se assanhado um pouco, mas sem o mínimo perigo.
A torcida organizada atrás de um dos gols protestou. Deixou o centro do espaço reservado a ela vazio. O mesmo buraco foi visto na formação gremista com três volantes. O grande espaço em campo foi preenchido com disposição. Do novato zagueiro Wallace. Também do lateral Diego Caito. Villasanti seguiu o mesmo caminho. E Pavon, que nunca desistiu, tentou a cada vez que a bola chegou nele.
Na primeira delas, no lance inicial dos 13 minutos de total superioridade gremista, ele invadiu a área. Podia ter chutado. Optou por cruzar. Errou. Logo depois, Wallace esticou uma bola para Carlos Vinícius. O centroavante deixou o goleiro do chão e tocou para o gol. Antes de a bola cruzar a linha, João Victor espanou.
Ainda teve um pênalti protestado em Villasanti, após Muralha sair em branco na bola alçada na pequena área. Então, aos 36, Marlon e Pavon se apresentaram para cobrar uma falta perto da área. O ângulo favorecia um canhoto. O destro Pavon não se omitiu. Tirou da barreira e do alcance de Muralha: 1 a 0.


























































