Poucas coisas estavam mais cristalinas do que o resultado final de Inter x Remo. Depois de abrir o placar aos dois minutos com Carbonero, os colorados perderam um caminhão de gols, cederam espaço e foram castigados nos acréscimos. O 1 a 1 até livra a equipe de Paulo Pezzolano da zona de rebaixamento nesta segunda-feira, mas deixa dois pontos preciosíssimos. E já se vão três meses sem ganhar no Brasileirão.
Pezzolano repetiu o modelo que vinha dando certo. Só não foram os mesmos 11 que empataram com o Palmeiras na rodada passada porque ele pôde contar com os retornos de Mercado, para formar dupla com Maripán na zaga, e Villagra, para abrir o meio-campo. De resto, o plano de ter Carbonero como jogador mais adiantado, escudado por Alan Patrick, mais Vitinho e Bernabei abertos. A dúvida era sobre a postura, já que, desta vez, o time enfrentaria um adversário que se defenderia.
Só que tudo mudou bem cedo. O jogo começou praticamente 1 a 0. No segundo minuto, Matheus Bahia foi lançado na esquerda e fez um cruzamento na medida, para o meio da área. Carbonero chegava na corrida e de pé esquerdo, como centroavante, bateu de primeira para abrir o placar.
O Remo, se pensava em baixar linhas e especular, teve de mudar. Logo depois do gol, foi para cima e incomodou a defesa colorada em uma sequência de cruzamentos que demorou até ser afastada em definitivo. Não teve conclusão, mas a bola rondou a área colorada.
A partida ganhou alguma instabilidade pela tentativa de pressão do Remo, mas logo o Inter conseguiu se estabilizar. E aí perdeu duas chances claras para ampliar.
Na primeira, aos 26, uma construção coletiva fez a bola chegar até Alan Patrick, que deu um passe teleguiado, rasteiro, no tempo certo, atrás da defesa, para Carbonero. O colombiano até tirou do goleiro com uma cavadinha, mas a bola foi para fora. Dois minutos depois, Carbonero bateu cruzado e a bola passou a centímetros da trave.
O Inter voltou a levar perigo aos 43. Carbonero pegou a bola em um passe errado no meio do campo, prendeu e esperou os companheiros. Alan Patrick apanhou a sobra e deu o tempo certo para encontrar Bruno Henrique na área. Na hora da conclusão, o camisa 8 se desequilibrou e chutou caindo, para a defesa de Marcelo Rangel.
O Remo só foi ter uma finalização aos 44. Após cobrança de escanteio da direita, a bola sobrou na entrada da área e Zé Welison pegou a sobra, mas chutou pressionado, para fora.
Assim, a primeira etapa terminou com o Inter lamentando não estar vencendo com uma margem maior.
Segundo tempo
Não houve trocas no intervalo colorado. O segundo tempo começou equilibrado, com tentativas de parte a parte, mas sem sucesso dos ataques. Nem Inter nem Remo conseguiam finalizar, a construção ia sempre até o penúltimo passe. E isso deixava o jogo perigoso para os colorados, já que o resultado era apertado.
Aos 17 minutos, Pezzolano fez suas primeiras trocas. Ele tirou Alan Patrick e Bruno Henrique e renovou o fôlego com Calebe e Paulinho.
Pouco depois, o Inter teve a bola para matar o jogo. Calebe serviu Carbonero, que entrou na área sozinho pela direita e chutou, Marcelo Rangel desviou para fora.
Carbonero saiu aos 31, na terceira troca colorada. Entrou Alerrandro em seu lugar.
Nem 30 segundos em campo e Alerrandro perdeu mais uma chance. Calebe e Matheus Bahia tabelaram pela esquerda, o lateral fez um cruzamento rasteiro perfeito, e o centroavante não encostou na bola, chutou o chão, de dentro da área pequena.
O placar era perigoso e a tensão aumentava na proporção das oportunidades desperdiçadas. E dava coragem ao Remo. Aos 35, Pikachu cobrou uma falta cheia de efeito, Matheus Cunha teve de se espichar para salvar.
As últimas trocas de Pezzolano foram as saídas Bernabei e Vitinho para as entradas de Félix Torres e Allex. Já que não tinha liquidado o jogo, o negócio era salvar o 1 a 0 mesmo.
Aos 43, um susto, Alerrandro não conseguiu segurar a bola e Zé Ricardo teve espaço para chutar, para fora por pouco. Aos 48, o centroavante colorado fez uma falta frontal em um jogador de costas. Era da intermediária. Vitor Bueno bateu, a bola desviou na barreira e entrou. O 1 a 1 claríssimo estava consumado.


























































