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| 04:51 | Segurança 2 min de leitura

Polícia investiga cárcere privado e trabalho análogo à escravidão envolvendo jovens em Ijuí

Conforme a Polícia Civil, estabelecimento era controlado por uma facção criminosa e mulheres entravam em um sistema de dívidas onde eram submetidas a uma situação de exploração e condição análoga à escravidão

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Conforme a Polícia Civil, estabelecimento era controlado por uma facção criminosa e mulheres entravam em um sistema de dívidas onde eram submetidas a uma situação de exploração e condição análoga à escravidão
Na quinta-feira (20), o estabelecimento foi interditado. Arquivo Pessoal / Reprodução

A Polícia Civil investiga casos de cárcere privado e trabalho análogo à escravidão envolvendo três mulheres jovens, na faixa dos 20 anos, em uma casa de prostituição de Ijuí, no noroeste do Estado. Uma das vítimas tem 25 anos e está grávida. Elas foram resgatadas durante a Operação Momentum Libertatis, realizada na última quinta (20) e sexta-feira (21). 

Segundo a investigação, o estabelecimento era controlado por uma facção criminosa. Conforme a Polícia Civil, as mulheres não eram inicialmente obrigadas a se prostituir, mas entravam em um sistema de dívidas que se tornava impagável. Com o acúmulo dos débitos, passavam a ser submetidas a uma situação de exploração e condição análoga à escravidão.

Na quinta-feira (20), duas mulheres foram resgatadas e o estabelecimento foi interditado. Já no dia seguinte, os policiais retornaram ao local e resgataram a terceira vítima.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Amílcar Souza Neto, um homem foi preso em flagrante durante a operação. Ele era encarregado da segurança do estabelecimento. A Polícia Civil também pediu a prisão de outros dois investigados, e os pedidos ainda são analisados pela Justiça.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Ijuí, com participação do Ministério Público e de outros órgãos.

Além do trabalho análogo à escravidão, a Polícia Civil apura crimes de  aliciamento sexual e agressões físicas. As investigações seguem sob sigilo.

Fonte: GZH

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