Depois de alguns golpes, sendo a eliminação na Copa do Brasil para o Grêmio o mais duro deles, o Inter pode ter sido nocauteado. O público, na maioria, desacredita de recuperação do time que está atordoado no Brasileirão. Os últimos três socos foram dados pelo Santos, que venceu o jogo deste domingo (6) por 3 a 2, em pleno Beira-Rio.
A rodada não ajudou, e o Colorado entrou em campo sabendo que não sairia da zona de rebaixamento após a partida. O Vasco até perdeu para o Fluminense, mas o Mirassol venceu o Coritiba, de virada. Com a derrota na 26ª rodada, o Inter permanece na 18ª posição, com 25 pontos. Agora, tem três de diferença para o Mirassol, primeiro time fora do Z-4.
Em relação ao time que começou o Gre-Nal 454, foram feitas quatro alterações. Villagra e Maripán deram lugar a Ronaldo e Félix Torres. Já Vitinho e Carbonero entraram nas vagas de Bruno Henrique e Bernabei, este último suspenso.
Outro que cumpriu suspensão foi o técnico Paulo Pezzolano. Na beira do gramado, o Inter foi comandado pelo auxiliar Esteban Conde.
O começo da partida foi até animador para o torcedor colorado. Aos quatro minutos, Carbonero levou perigo, mas a finalização foi desviada e saiu para fora. No lance seguinte, Brazão saiu mal na cobrança de escanteio, Mercado aproveitou de cabeça e o goleiro santista espalmou.
Mas a tarde seria dura para o Inter. Aos sete minutos, perto do meio de campo, Félix Torres tropeçou na bola na hora do domínio, Gabigol aproveitou o erro e disparou livre. Cara a cara contra Matheus Cunha, chutou no canto e abriu o placar.
O Inter sentiu o gol e perdeu a postura intensa dos primeiros cinco minutos. Aos 25, veio o segundo golpe. Matheus Bahia perdeu a bola no ataque e deu contra-ataque ao Santos: Rollheiser lançou Gabigol livre e o atacante santista foi derrubado pelo lateral-esquerdo colorado na área.
Após revisão do VAR, o juiz manteve a penalidade e expulsou o camisa 6. Aí Gabigol cobrou fraco no canto e Matheus Cunha ainda espalmou para dentro do gol: 2 a 0.
Sob muitas vaias, o Inter conseguiu levar o terceiro gol, aos 39 minutos. Após cobrança de escanteio curto, Rollheiser, no lado esquerdo, cruzou na cabeça de Oliva, que ampliou.
Foi o suficiente para vários torcedores deixarem o gramado antes do fim da primeira etapa. Nas arquibancadas do Beira-Rio ecoavam gritos de “time sem vergonha” e ofensas ao presidente Alessandro Barcellos.
Segundo tempo
O Inter voltou para o segundo tempo com silêncio profundo no Beira-Rio. Mas conseguiu trazer o grito da torcida de volta aos três minutos. No lado direito, Alan Patrick entrou na área e cruzou rasteiro. Thiago Maia ajeitou para Aguirre, que acertou um belo chute e descontou: 3 a 1.
O lateral argentino quase fez o segundo, quatro minutos depois. Mais uma vez, pegou bem na bola de fora da área e exigiu grande defesa de Brazão, que espalmou para escanteio.
Mesmo assim, o Santos conseguiu controlar o restante da partida e voltou a tirar o volume do torcedor colorado. Os paulistas tiveram chance do quarto gol, aos 20 minutos, mas o chute de Gabigol, no lado esquerdo da área, foi para fora após desvio em Mercado.
Com a partida mais morna, o Inter voltou a ter esperanças aos 40 minutos. Bruno Gomes cobrou lateral e Vitinho dominou de peito na área. O atacante esperou o toque de Miguelito e sofreu pênalti. Bruno Henrique bateu e descontou. Mesmo assim, o Inter saiu derrotado por 3 a 2.
Ao final do jogo, o juiz começou a contagem de 12 partidas para ver se o Inter levanta no ringue do Brasileirão. O próximo compromisso será contra a lanterna Chapecoense, fora de casa, no próximo sábado (12). Será mais uma partida em que apenas a vitória importará e que a equipe não poderá deixar a toalha cair.
BRASILEIRÃO — 26ª RODADA — 6/9/2026
INTER (2)
Matheus Cunha; Bruno Gomes, Félix Torres, Gabriel Mercado e Matheus Bahia; Ronaldo (Villagra, 29’/2°T), Thiago Maia (Paulinho, 16’/2°T), Vitinho, Alan Patrick (Bruno Henrique, 29’/2°T) e Carbonero (Eliasson, 39’/2°T); Sanabria (Aguirre, INT). Técnico: Esteban Conde.
SANTOS (3)
Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Willian Arão, Luan Peres e Escobar; Oliva, Gustavo Henrique (João Schmidt, 37’/2°T), Rollheiser (Miguelito, 37’/2°T), Gabriel Bontempo (Lima, 32’/2°T) e Caballero (Arthur, 9’/2°T); Gabigol (Thaciano, 32/2°T). Técnico: Cuca.
GOLS: Gabigol (S), aos sete e aos 29 minutos, e Oliva (S), aos 39 minutos do primeiro tempo. Aguirre (I), aos três minutos, e Bruno Henrique (I), aos 41 do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS: Rollheiser, Gabigol, Escobar e Gustavo Henrique (S); Ronaldo, Vitinho, Paulinho e Aguirre (I);
CARTÃO VERMELHO: Matheus Bahia (I);
LOCAL: Beira-Rio, em Porto Alegre;
PÚBLICO: 23.748 (20.773 pagantes);
RENDA: R$ 1.115.794,50;
ARBITRAGEM: Alex Gomes Stefano, auxiliado por Luiz Claudio Regazone e Thayse Marques Fonseca (trio do Rio de Janeiro). VAR: Wagner Reway (SC).
PRÓXIMO JOGO
BRASILEIRÃO — 27ª RODADA
12/9/2026 — 17H
ARENA CONDÁ
CHAPECOENSE X INTER

























































