O comandante do Corpo de Bombeiros em Caxias do Sul, Tenente-Coronel Márcio Muller Batista, confirmou na manhã desta terça-feira (22) que o corpo de Juliano César da Silva, quatro anos, foi localizado. O menino estava no carro que foi arrastado pela correnteza do Rio São Marcos, em Parada Cristal, na manhã de segunda-feira (21).
Na noite de segunda, o corpo de Joziane da Silva Rodrigues, 13 anos, irmã de Juliano, havia sido localizado dentro do veículo. A mãe das crianças, Eliane Nunes da Silva, 43 anos, que dirigia o carro, segue desaparecida.
Os bombeiros mantiveram as operações durante a madrugada. Na manhã desta terça, familiares que acompanham as buscas informaram ter visualizado o corpo poucos metros abaixo do ponto onde o carro havia sido retirado. O segundo sargento Erikson de Souza retirou o corpo, que estava preso a galhos às margens do rio.
O capitão Vinicius Manfio, do Corpo de Bombeiros, afirmou que as buscas por Eliane seguem a partir do ponto onde o veículo foi levado pela correnteza. Com a redução do nível do rio, a expectativa é ampliar a área de visualização e avançar também para dentro do leito.
— O rio já está baixando, então a gente consegue ter uma área visual maior para fazer a busca — afirmou Manfio.
As equipes também devem utilizar drones com câmera termográfica para auxiliar na localização da mulher. Conforme o capitão, as buscas serão feitas pelas margens do rio e, conforme a necessidade, em trechos do leito. Em áreas de maior profundidade, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul poderão ser empregados.
O corpo de Juliano foi encaminhado aos órgãos responsáveis, como Polícia Civil e Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Dinâmica do acidente
O capitão afirmou que há indícios de que os ocupantes tenham tentado sair do veículo. Segundo ele, os cintos foram retirados e o carro teria tombado diversas vezes dentro do rio, atingindo pedras com a força da água. Com os danos provocados nos vidros, as vítimas podem ter sido projetadas para fora do veículo.
— A gente sabe que houve a tentativa de eles saírem do veículo, até por isso que a gente não encontrou todos os corpos dentro do veículo — explicou.
Manfio destacou que o volume de água e a elevação do nível do rio tornaram a situação de alto risco. Por isso, as equipes agora concentram os esforços na localização de Eliane, sem estabelecer um perímetro final para as buscas.
— A gente vai seguir as margens do rio conforme for necessário — afirmou o capitão.

























































