De acordo com o Ministério da Saúde, a fila por um transplante no Brasil reúne mais de 49 mil pessoas. Destas, cerca de 45 mil aguardam por um transplante de rim. Diante desse cenário, acontece neste mês a campanha Setembro Verde, que busca conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.
“O principal objetivo deste movimento é informar a população sobre como funciona o processo de doação e transplante, desmistificando o tema. Dessa forma, também estimulamos o diálogo entre as famílias, já que muitas negativas ocorrem pela falta de manifestação, em vida, do desejo de ser doador”, explica a enfermeira e coordenadora da Equipe Hospitalar de Doação para Transplante (E-DOT) do Hospital Vida & Saúde, Thanyze Kretschmer.
Neste ano, já foram abertos nove protocolos de morte encefálica na Instituição. Destes, três captações foram realizadas e registradas seis negativas familiares. No Brasil, a doação de órgãos só acontece com a autorização da família.
“É exatamente por isso que conversar sobre o tema em casa é tão importante, para que a família conheça e respeite a vontade do doador. Vale destacar que, em muitos casos, o transplante é a única possibilidade de tratamento capaz de prolongar a vida de um paciente. Além disso, um único doador pode beneficiar até oito pessoas”, destaca Thanyze.
A equipe da E-DOT é formada por profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, e exerce um papel fundamental para que o processo de doação e captação ocorra de forma segura, ética, organizada e humanizada. Além de atuar como elo entre a Central de Transplantes e a família durante o processo de doação e captação, a E-DOT também desempenha um importante papel educativo, contribuindo para informar a população e capacitar os profissionais da saúde sobre o processo de doação de órgãos e tecidos.
“A nossa equipe desempenha um papel fundamental em todo esse processo. No entanto, o diálogo continua sendo essencial. Por mais que o tema seja delicado, é importante informar à família sobre o desejo de ser doador, caso algo ocorra. Essa conversa pode ser decisiva para salvar uma ou mais vidas”, afirma a diretora-geral do Hospital Vida & Saúde, Vanderli de Barros.

























































