O Hospital Vida & Saúde segue avançando na Alta Complexidade em Cardiologia e ampliando a realização de procedimentos minimamente invasivos. Na Hemodinâmica, foram realizados recentemente o TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica) e o fechamento percutâneo do FOP (Forame Oval Patente).
Como explica o médico hemodinamicista, Dr. Giovani Commanduli, o TAVI é um procedimento utilizado no tratamento da estenose aórtica grave, doença em que a válvula aórtica sofre calcificação e estreitamento, dificultando a saída do sangue do coração. Na maioria dos casos, o procedimento é realizado por meio da introdução de um cateter pela artéria femoral, na região da virilha. Por esse acesso, a prótese é conduzida até a válvula aórtica. A nova válvula é então expandida dentro da válvula doente, que permanece no local.
“A indicação é definida por uma equipe multidisciplinar, considerando sintomas, anatomia, idade, risco cirúrgico, expectativa de vida e possibilidade de cirurgia convencional. Antes do procedimento, também são essenciais exames como ecocardiograma e tomografia para o planejamento, além da avaliação das artérias coronárias e dos acessos vasculares”, explica o médico.
No Vida & Saúde, o procedimento foi realizado por um Heart Team, equipe multidisciplinar formada por cardiologista intervencionista, cirurgião cardiovascular, cardiologista clínico, radiologista, ecocardiografista, anestesiologista, enfermeiros e técnicos de Hemodinâmica, perfusionista, intensivista e dentista. Também participou do procedimento o Dr. Rogério Sarmento Leite, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e coordenador do Núcleo de Cardiopatias Estruturais do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.
Outro procedimento realizado foi o fechamento percutâneo do FOP, o Forame Oval Patente, uma pequena comunicação entre o átrio direito e o átrio esquerdo do coração.
Segundo o Dr. Giovani Commanduli, durante a vida fetal essa passagem é normal e permite que o sangue atravesse os átrios sem passar pelos pulmões. Após o nascimento, ela geralmente se fecha, mas permanece aberta em aproximadamente 25% dos adultos.
Na grande maioria das pessoas, o FOP não provoca manifestações clínicas. Em alguns pacientes, entretanto, determinadas características anatômicas podem estar associadas a eventos como o acidente vascular cerebral (AVC) embólico. Nesses casos, após uma avaliação clínica multidisciplinar e a investigação de outras possíveis causas, pode haver indicação para o fechamento do FOP.
“O fechamento percutâneo é uma forma de selar essa passagem sem cirurgia aberta. Um cateter é introduzido, geralmente, pela veia femoral e conduzido até o coração. Por meio dele, implanta-se um pequeno dispositivo com dois discos, um de cada lado do septo interatrial, fechando o FOP. O tecido cardíaco cresce progressivamente sobre o dispositivo”, explica.
O médico destaca que o tratamento é considerado principalmente para pacientes mais jovens que sofreram um AVC sem outra causa identificada e que apresentam características do FOP que sugerem uma possível relação com o evento.
Para a realização do procedimento, participaram profissionais das equipes de Hemodinâmica, Cirurgia Cardíaca, Ecocardiografia e Anestesia, além de cardiologista clínico. Também integrou a equipe o Dr. Eduardo Mattos, cardiologista intervencionista do ICOR, de Passo Fundo.
Conforme destaca a diretora-geral, Vanderli de Barros, a realização desses procedimentos representa mais um importante avanço para o Hospital Vida & Saúde na consolidação da Alta Complexidade em Cardiologia, ampliando as possibilidades de tratamento minimamente invasivo e qualificado oferecidas aos pacientes. “Este é apenas o início de uma nova etapa para a nossa Instituição. Seguiremos avançando, ampliando nossa capacidade de atendimento e incorporando novos procedimentos e tecnologias, tanto na Cardiologia quanto em outras especialidades”, afirma.



























































