Uma menina de 10 anos foi mantida em cárcere privado pela mãe por mais de quatro horas nesta terça-feira (29), no bairro Boqueirão, em Passo Fundo, norte do Estado.
A criança foi retirada da residência por volta das 19h, depois que a mãe foi contida por um policial militar.
— A criança estava assustada, mas estava bem fisicamente, isso que é o principal — afirmou o tenente-coronel Jeferson Miguel da Silva, comandante do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon).
Mãe e filha foram encaminhadas para atendimento médico. A mulher também estava bem fisicamente.
Internação involuntária
Conforme a Brigada Militar, a equipe chegou ao local para atender a internação involuntária da mãe da criança e apoiar os profissionais da saúde que atuariam na ação. Ao chegar no local, por volta das 15h, os policiais identificaram que havia uma criança dentro da casa, junto da mãe, que seria a pessoa a ser internada.
— Nos deparamos com a criança na casa e estamos verificando a situação da filha para que tudo transcorra na maior segurança possível — disse a major Andreza do Amarante dos Santos, subcomandante do 3º RPMon.
Durante a maior parte da ação, as forças de segurança não conseguiram ter contato com a criança, mantendo a negociação com a mãe.
— A mãe está bem nervosa e apresentava conversas desconexas, um quadro nervoso, mas ao mesmo tempo tem responsividade e assertividade em suas falas — detalhou a subcomandante enquanto a ocorrência era atendida.
A casa onde mãe e filha estavam é dividida em duas partes: de um lado mora a mulher e no outro os avós. Segundo a avó da criança, a mãe pediu que a menina dormisse com ela na noite de segunda-feira (28). Os familiares tiveram contato com a menina pela última vez por volta do meio-dia.
— A Brigada Militar, desde o início do seu acionamento, passou a adotar todos os protocolos que são atinentes a esse tipo de situação de saúde mental — reforçou o comandante Jeferson.
De acordo com a Brigada Militar, a criança estava sob os cuidados dos avós maternos e de uma tia.
No entanto, já haveria uma decisão judicial, conforme solicitação do Conselho Tutelar, para que a criança fosse encaminhada para uma casa de acolhimento até a revisão da guarda. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

























































