Em abril de 2012, os agricultores Sérgio Antônio Pereira, 36 anos, e Roseli Rosa, 39, voltavam para casa numa motocicleta quando foram atingidos por disparos de arma de fogo. A execução do casal aconteceu na comunidade de Passa Sete, na área rural de Candelária, no Vale do Rio Pardo.
Na mesma localidade, a filha deles Patrícia Cristina Pereira, 31 anos, foi encontrada morta nessa terça-feira (29). Ela foi assassinada junto da primogênita, Karolayne Cristina Costa, 13. A Polícia Civil investiga o que motivou a morte da mulher e da adolescente. Entre as possibilidades apuradas está duplo homicídio ou feminicídio.
No caso dos pais de Patrícia, a motivação, segundo a investigação da época, foi um conflito entre famílias vizinhas. O casal retornava da Delegacia de Polícia, onde havia registrado uma ocorrência de ameaça, quando foi atacado nas proximidades de casa.
Conforme a Polícia Civil, os corpos foram encontrados a cerca de 300 metros da Igreja São Pedro, já sem vida e caídos na beira da estrada junto com a motocicleta. Em junho de 2015, um agricultor e o filho dele foram condenados pelo duplo homicídio. A motivação teria sido uma briga numa festa dias antes.
Investigação
Em relação ao assassinato de Patrícia e Karolayne, a polícia tem um suspeito, mas ainda ninguém foi preso. A investigação está ouvindo pessoas próximas das vítimas. Na manhã desta quarta-feira (30), prestou depoimento uma mulher que cuidava de três filhos de Patrícia.
— Ela ficava com as crianças menores, dois bebês gêmeos e a menina de 10 anos. As crianças ficavam na casa dela, na cidade — explicou o delegado Paulo César Schirrmann.
Foi essa mulher que estranhou o fato de que a mãe das crianças não atendia o telefone. A Brigada Militar foi até o local, encontrou a porta aberta e os corpos de mãe e filha dentro da residência.
Inicialmente havia a suspeita de que as vítimas pudessem ter sido atingidas por disparos de arma de fogo. No entanto, a perícia apontou que elas foram mortas com golpes de arma branca, possivelmente um facão ou uma faca.
A polícia suspeita, devido ao estado em que se encontravam os corpos, que elas tenham sido mortas ainda no fim de semana. Conforme o delegado, a moradia fica numa área afastada, sem vizinhos próximos.
— Não há testemunhas. Ninguém morava próximo delas — disse o delegado.
O celular de Patrícia, que estava quebrado, foi encontrado dentro da casa. O aparelho foi recolhido e encaminhado para análise da perícia. A mulher havia registrado uma ocorrência por ameaça, em dezembro do ano passado, mas até o momento a polícia não encontrou nenhum indicativo que vincule este episódio com o crime.
























































