Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado pela Justiça a 23 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de estupro de vulnerável contra duas crianças e armazenamento de pornografia infantojuvenil. A sentença foi publicada em 29 de setembro. A decisão também determinou o pagamento de indenização por danos morais para cada uma das vítimas e manteve a prisão preventiva do réu.
Os crimes ocorreram em São Luiz Gonzaga até setembro de 2024. Conforme a denúncia, o condenado atuava como monitor escolar e se aproveitou da relação de confiança estabelecida com dois meninos de 7 e 9 anos à época dos fatos. Segundo o MPRS, ele utilizava ameaças e a promessa de recompensas em jogos eletrônicos para coagir as vítimas à prática reiterada de atos libidinosos em locais isolados da cidade.
Ainda de acordo com a denúncia, o réu gravava os abusos e armazenava os arquivos em seu telefone celular, o que resultou também na condenação pelo crime de armazenamento de pornografia infantojuvenil.
Conforme o promotor de Justiça Sandro Loureiro Marones, o MPRS recorrerá da sentença para buscar o aumento da pena. “O MP defenderá que se trata de condutas autônomas, praticadas contra vítimas distintas e em diferentes ocasiões, razão pela qual as penas referentes a cada crime devem ser fixadas separadamente e somadas, o que poderá resultar em punição mais severa ao condenado”, explica ele.
























































