A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Clã, uma ofensiva contra o tráfico de drogas em São Paulo das Missões. A ação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva contra investigados por envolvimento com a comercialização de entorpecentes no município.
Durante a operação, também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, localizados nos municípios de São Paulo das Missões e Roque Gonzales. Nas diligências, os policiais apreenderam telefones celulares, pés de maconha, uma espingarda calibre 36 e uma balança de precisão.
Um dos investigados foi localizado em posse irregular da arma de fogo e acabou preso em flagrante, além das medidas judiciais já cumpridas durante a operação.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram a existência de um grupo formado por pessoas que, em alguns casos, mantinham vínculos pessoais e familiares e teriam se associado para atuar no tráfico de drogas em São Paulo das Missões.
A apuração identificou ainda que parte da comercialização dos entorpecentes ocorria por meio da chamada “entrega morta”, modalidade na qual a droga é escondida em determinado local e posteriormente recolhida pelo comprador após receber as orientações do fornecedor. O método busca evitar o contato direto entre vendedor e usuário e dificultar eventuais flagrantes e a identificação dos envolvidos.
A Operação Clã foi coordenada pelo delegado Rogério Junges e mobilizou cerca de 60 policiais civis, integrantes de delegacias da 27ª Região Policial de São Luiz Gonzaga, da 13ª Região Policial e da 8ª Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), ambas de Santo Ângelo.
A Brigada Militar também colaborou com a investigação, fornecendo elementos considerados importantes para a produção de provas.
Conforme a Polícia Civil, esta foi a maior operação policial já realizada em São Paulo das Missões. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo, esclarecer a estrutura de atuação e reunir novas provas.
Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados ao Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga, onde permanecem à disposição da Justiça.



























































