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| 21:35 | Esporte 5 min de leitura

Na estreia de Eduardo Baptista, Inter mostra força em casa, vence o Corinthians e ganha fôlego para sair do Z-4

Vitinho, aos 41 segundos, e Alan Patrick, no segundo tempo, marcaram os gols colorados. André descontou para os paulistas

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Vitinho, aos 41 segundos, e Alan Patrick, no segundo tempo, marcaram os gols colorados. André descontou para os paulistas
Alan Patrick fez o segundo gol colorado. Renan Mattos / Grupo RBS

Uma vitória para ter esperança. Na estreia de Eduardo Baptista, o Inter teve um início arrasador, abriu o placar antes de um minuto, contou com a sorte em três chutes na trave, fez o segundo, levou um e sobreviveu. 

O 2 a 1 sobre o Corinthians ainda não tira do Z-4, mas renova o fôlego na luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

O primeiro Inter de Eduardo Baptista foi bem parecido com o que vinha sendo imaginado. Três zagueiros, Bruno Gomes, Mercado e Juninho, dois alas, Aguirre e Bernabei, dois homens à frente da área, Villagra e Thiago Maia, mais três na frente, Alan Patrick, Vitinho e Alerrandro. A novidade estava no gol, com Anthoni de titular. No Corinthians, Fernando Diniz teve a volta de Yuri Alberto e um 4-3-3 ousado, só com Raniele de volante.

Mas qualquer análise prévia foi embora porque o Inter entrou alucinado no jogo. Aos 22 segundos, Hugo Souza cobrou o tiro de meta para cima. Thiago Maia ganhou no alto, Alerrandro escorou para Alan Patrick e dele foi para o pé de Vitinho, fazendo o movimento perfeito, entrando na área e batendo forte, de pé esquerdo, sem chances para o goleiro. Em 41 segundos, Inter 1 a 0, o gol mais rápido do Brasileirão 2026.

Engana-se quem pensou que a vantagem cedo faria o time diminuir o ritmo. Foram os colorados que estiveram próximos de ampliar. Aos seis minutos, Alerrandro cruzou da direita, a bola passou na frente de todo mundo na área pequena e Bernabei pegou a sobra do outro lado. Ele cruzou, houve um desvio, Alerrandro cabeceou e Alan Patrick não alcançou por pouco.

Levou mais de 10 minutos para o Corinthians ameaçar. Yuri Alberto dominou na área, girou para os dois lados e chutou. A bola roçou em Juninho e saiu por pouco.

Era o Inter que mandava no jogo. Aos 22, Vitinho desarmou Raniele no meio do campo e arrancou. Entrou na área pela direita e chutou, Hugo espalmou para escanteio.

O lance de ataque seguinte, do Corinthians, começou em um pedido de falta para o Inter. Vitinho foi agarrado por Bidon e não pôde participar de um contragolpe que terminou com Alan Patrick desarmado na área. O jogo seguiu, os visitantes avançaram, Depay driblou dois e chutou, Mercado conseguiu desviar e Anthoni defendeu.

Aos 29, Alerrandro ajeitou para Thiago Maia, que encheu o pé, de fora da área, Hugo espalmou para o lado. Alan Patrick pegou o rebote e pediu pênalti quando se enroscou com Bidu, o árbitro mandou seguir.

Entre os minutos 38 e 39, a sorte sorriu para o Inter. Yuri Alberto fez uma parede perfeita e deu um passe na medida para Matheuzinho, que bateu forte, Anthoni tocou na bola, que explodiu na trave e foi para a lateral. Logo depois, Yuri Alberto chutou de fora da área, Anthoni defendeu parcialmente, a bola bateu na trave, correu pela linha e não entrou.

A etapa inicial terminou sob muita tensão, com o Corinthians em cima e o Inter se defendendo. E uma reclamação final, em um lance entre Bruno Gomes e Breno Bidon. Os colorados pediram falta do corintiano em um contragolpe, que poderia causar sua expulsão.

Segundo tempo

Eduardo Baptista voltou do intervalo com uma troca. Saiu Aguirre, entrou Paulinho. Com isso, Vitinho foi para a ala direita. 

Na comparação com o primeiro tempo, o segundo começou mais devagar. Tanto que precisou de seis minutos para ter uma finalização. Alan Patrick cobrou falta da direita, Juninho desviou parcialmente e Bernabei pegou na veia, mas para fora.

Aos 13 minutos, um lance de muita, muita sorte. O Inter tinha um contragolpe e Bernabei errou o passe. O Corinthians recuperou a bola, Yuri Alberto cruzou da esquerda, Anthoni não alcançou e Depay apenas deixou a bola bater em seu corpo. Incrivelmente, ela pegou na trave e voltou nos braços do goleiro colorado.

Aos 13 minutos, um lance de muita, muita sorte. O Inter tinha um contragolpe e Bernabei errou o passe. O Corinthians recuperou a bola, Yuri Alberto cruzou da esquerda, Anthoni não alcançou e Depay apenas deixou a bola bater em seu corpo. Incrivelmente, ela pegou na trave e voltou nos braços do goleiro colorado.

Kaio César deu sequência ao bombardeio corintiano com dois chutes da direita, ambos para fora. O Inter sobrevivia.

O técnico mexeu em duas posições. Saíram Bernabei e Thiago Maia, entraram Bruno Henrique e Matheus Bahia. 

Logo após as trocas, o Inter levou perigo. Alan Patrick fez jogada pela esquerda, ganhou a área e cruzou rasteiro. Vitinho chegou chutando de primeira, Hugo defendeu sem rebote. Na sequência, o Corinthians atacou novamente, com Kaio César, que driblou Juninho e cruzou rasteiro, Depay dividiu com Bruno Gomes já sem goleiro e a bola saiu por detalhe.

Anthoni fez um milagre aos 24. Kaio César recebeu entrando na área, sozinho, tentou cavar e o goleiro fez uma defesa espantosa, inclusive no rebote. 

Nesse momento, Juninho caiu, extenuado. Ele saiu para a entrada de Ronaldo. Na mesma substituição, Carbonero foi para o lugar de Alerrandro.

E quando o time estava totalmente mexido, descaracterizado e desesperado, veio o segundo gol. O Corinthians tinha a bola na própria área, para sair jogando. Villagra pressionou Garro, recuperou a bola e passou para Bruno Henrique, na área. O volante foi perfeito, deixou Alan Patrick sem goleiro. Inter 2 a 0, aos 32 minutos.

O problema é que o alívio só durou o tempo da comemoração. Assim que a bola rolou, o Corinthians atacou pela esquerda, levantou a bola na área e André saltou mais do que a zaga. Desta vez, não tinha o que Anthoni fazer, 2 a 1, aos 34.

Aos 40, o Inter teve a chance de matar definitivamente. Em uma trama de Bruno Gomes, Carbonero e Alan Patrick, o camisa 10 devolveu para o colombiano na área, mas seu chute foi travado. 

No final, um sufoco danado. Mas dessa vez, resistiu. O Inter respira.

Fonte: GZH

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