Uma operação integrada entre a Brigada Militar e a Polícia Civil prendeu um homem investigado por uma série de crimes em Antônio Prado. Ele, que não teve a identidade divulgada, foi capturado na sexta-feira (9). Outras duas pessoas também foram presas.
A operação teve como um dos principais alvos um homem foragido da Justiça, suspeito de envolvimento em incêndios criminosos contra ao menos 10 veículos, ameaças e outros atos de violência registrados nos últimos meses, incluindo tentativas de intimidação dirigidas à Brigada Militar em pichações pelo município.
O homem estava foragido, com dois mandados de prisão em aberto, e é membro de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na cidade.
Segundo o tenente-coronel Wagner Carvalho, comandante do 36º Batalhão de Polícia Militar, o preso tinha um elevado grau de periculosidade, inclusive já tendo comedido dois homicídios.
— Na hora do cumprimento do mandado ele fugiu para um alçapão e foi preso em uma área de mata. Nós tivemos uma boa resposta porque estava causando um certo temor para a comunidade, que muitas vezes foi alvo — detalha o tenente-coronel.
Ao todo, cerca de 30 policiais, entre civis e militares, atuaram na operação, com participação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do canil do 12º Batalhão de Polícia Militar, de Caxias, com dois cães.
— Um dos cães foi fundamental justamente para localizar as duas armas que estavam muito bem escondidas. Era um dia atípico, até para o faro do cão, porque havia chovido bastante na noite anterior, então estava bastante úmido. Então, sob condições adversas, mesmo assim, o cão conseguiu localizar as armas que estavam escondidas, com bastante dificuldade, em sacos plásticos, nos fundos da casa, onde foi o alvo da busca e apreensão — conta o comandante do 36º BPM.
Foram apreendidas duas pistolas calibre 9mm, munições, drogas, dinheiro, equipamentos de videomonitoramento, materiais inflamáveis e peças de vestuário com características semelhantes às identificadas durante as investigações. O homem era monitorado pelo menos desde julho, segundo Carvalho.
— A Polícia Civil conseguiu comparar a grafia de uma das escritas, de um dos recados que ele deixou para a polícia (a Brigada Militar em pichações), com a outra prisão que ele já teve, através das anotações próprias do tráfico, e foi possível identificar traços de grafias semelhantes, idênticas, que confirmou as informações que nós tínhamos.
Uma mulher, companheira dele, e um outro homem que estava no local durante a operação também foram presos.






















































