A Polícia Civil cumpre cinco mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (27) em Dom Pedrito, na Campanha, em uma investigação sobre suspeitas de fraude fiscal. A Operação Obelisco mira empresários que teriam recorrido a um contador para transferir empresas endividadas para o nome de terceiros, usados como "laranjas", e sonegar impostos.
Ao menos 10 alvos são investigados. Segundo a polícia, eles repassavam os negócios com dívidas e abriam novas empresas para continuar as atividades. Os indícios de sonegação ultrapassam R$ 550 mil, considerando apenas impostos estaduais.
A ofensiva mobiliza 30 policiais. Pelo menos 12 empresas estão envolvidas nas medidas de investigação. Os administradores são suspeitos de crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica.
A operação é um desdobramento da Acerto de Contas, deflagrada em 28 de janeiro por Polícia Civil, Ministério Público e Receita Estadual. A investigação original apurou um suposto esquema de fraude fiscal comandado por um escritório de contabilidade de Sapiranga. O responsável pelo escritório é Vilaz Augusto Winck, que foi preso preventivamente em janeiro e segue em monitoramento eletrônico.
Na primeira fase, os investigadores apontaram suspeitas de criação de empresas de fachada, sonegação e lavagem de dinheiro para facções. Foram determinadas 261 medidas judiciais, incluindo buscas, monitoramento eletrônico e bloqueio de até R$ 225,4 milhões em ativos financeiros.
As diligências posteriores levaram a polícia aos empresários de Dom Pedrito, suspeitos de se beneficiar do esquema. As buscas desta terça-feira procuram reunir provas, identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos.





















































