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| 06:16 | Política 2 min de leitura

Após críticas, Zucco se manifesta sobre fusão de secretarias do agro e faz promessa à agricultura familiar

Em nota, governador eleito diz que medida busca "gestão mais eficiente" e que "não haverá redução nas políticas públicas"

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Em nota, governador eleito diz que medida busca "gestão mais eficiente" e que "não haverá redução nas políticas públicas"
Paulo Herrmann (terceiro da esquerda para a direita) será o titular da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Jonathan Heckler / Grupo RBS

A manifestação de preocupação com a junção das secretarias voltadas ao setor produtivo fez com que o governador eleito, Luciano Zucco, emitisse uma nota nesta sexta-feira (30). No documento, ele afirma que a integração das pastas da Agricultura com a do Desenvolvimento Rural "não representará qualquer redução nas políticas públicas ou no apoio destinado à agricultura familiar do Rio Grande do Sul".

Zucco já vinha sinalizando que faria uma redução no número de secretarias. Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), Eugênio Zanetti lembra, no entanto, que a entidade tinha entre as pautas o pedido de manutenção da Secretaria de Desenvolvimento Rural, voltada à produção familiar. E que se esperava uma conversa antes da decisão de juntar as pastas:

— Faço uma analogia a uma casa toda mobiliada, construída, prontinha. E, de repente, vão te botar em um puxadinho. Porque uma coisa é ter um secretário, defender o orçamento. E outra, é o secretário com todas as atribuições que tem a pasta da Agricultura.

Na nota, o governador eleito reforça que a medida vai ao encontro do compromisso assumido durante a campanha e que busca tornar "a gestão pública mais eficiente". A nota finaliza com a informação de que ele e o futuro secretário da Agricultura deverão se reunir "com representantes da agricultura familiar para ouvir suas demandas, receber sugestões e construir, por meio do diálogo, as prioridades e ações que serão desenvolvidas pela nova gestão".

Há uma previsão de que Zucco se reúna com todas as federações a partir do dia 16 de novembro. 

— A Fetag-RS sempre estará aberta ao diálogo, e teremos de buscar alternativas, mas gostaríamos que ele reconsiderasse a posição, para termos uma secretaria específica — diz o presidente da Fetag-RS.

Em nota, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS) também solicitou ao governador eleito a "revisão dessa decisão". Lamentou e repudiou a medida e lembrou que a agricultura familiar envolve mais de 294 mil famílias, 12 mil famílias assentadas, 18 mil quilombolas, 20 mil pescadores artesanais, 26 mil indígenas em aldeias, 4 mil agroindústrias familiares e centenas de cooperativas "com especificidades e complexidades inerentes e próprias de suas atividades". 

Fonte: GZH

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