A manifestação de preocupação com a junção das secretarias voltadas ao setor produtivo fez com que o governador eleito, Luciano Zucco, emitisse uma nota nesta sexta-feira (30). No documento, ele afirma que a integração das pastas da Agricultura com a do Desenvolvimento Rural "não representará qualquer redução nas políticas públicas ou no apoio destinado à agricultura familiar do Rio Grande do Sul".
Zucco já vinha sinalizando que faria uma redução no número de secretarias. Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), Eugênio Zanetti lembra, no entanto, que a entidade tinha entre as pautas o pedido de manutenção da Secretaria de Desenvolvimento Rural, voltada à produção familiar. E que se esperava uma conversa antes da decisão de juntar as pastas:
— Faço uma analogia a uma casa toda mobiliada, construída, prontinha. E, de repente, vão te botar em um puxadinho. Porque uma coisa é ter um secretário, defender o orçamento. E outra, é o secretário com todas as atribuições que tem a pasta da Agricultura.
Na nota, o governador eleito reforça que a medida vai ao encontro do compromisso assumido durante a campanha e que busca tornar "a gestão pública mais eficiente". A nota finaliza com a informação de que ele e o futuro secretário da Agricultura deverão se reunir "com representantes da agricultura familiar para ouvir suas demandas, receber sugestões e construir, por meio do diálogo, as prioridades e ações que serão desenvolvidas pela nova gestão".
Há uma previsão de que Zucco se reúna com todas as federações a partir do dia 16 de novembro.
— A Fetag-RS sempre estará aberta ao diálogo, e teremos de buscar alternativas, mas gostaríamos que ele reconsiderasse a posição, para termos uma secretaria específica — diz o presidente da Fetag-RS.
Em nota, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS) também solicitou ao governador eleito a "revisão dessa decisão". Lamentou e repudiou a medida e lembrou que a agricultura familiar envolve mais de 294 mil famílias, 12 mil famílias assentadas, 18 mil quilombolas, 20 mil pescadores artesanais, 26 mil indígenas em aldeias, 4 mil agroindústrias familiares e centenas de cooperativas "com especificidades e complexidades inerentes e próprias de suas atividades".






















































