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| 10:29 | Segurança | Três de Maio 2 min de leitura

Advogado da Laticínios Progresso afirma que portaria permite adição de amido de milho no queijo

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Foto: Divulgação
A empresa localizada no distrito de Progresso, Três de Maio, é alvo de denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A Operação Queijo Compen$ado 1, deflagrada ontem (16) revelou esquema de fraude no queijo fabricado pela indústria.
Conforme o advogado, Juarez Antônio da Silva, que defende o sócio da Laticínios Progresso, Eduardo André Ribeiro, uma portaria do Ministério da Agricultura autoriza a colocação de amido de milho na fabricação de queijo e derivados em escala industrial. Silva conversou nesta terça-feira (16) com o engenheiro químico responsável pela indústria. Em entrevista a Rádio Colonial, na manhã desta quarta-feira, o advogado reconheceu que a empresa pode ter usado o amido pode no processamento de queijo, mas não no percentual denunciado pelo Ministério Público. 
“O queijo da Laticínios Progresso não representa risco à saúde, como o próprio promotor afirmou em entrevista. Eventualmente, o amido de milho pode ter sido usado de acordo com os parâmetros previstos pelo Ministério da Agricultura. Agora contestamos o percentual denunciado pelo MP. O engenheiro químico, também, contesta o prejuízo no valor nutricional.
Segundo o Ministério Públivo, em vez de usar 10 litros de leite para fazer 1 quilo de queijo (que é a fórmula padrão), a empresa usava apenas de cinco a seis litros da matéria-prima e adicionava amido de milho para compensar. 
Sobre o mau-cheiro exalado do queijo, comprovado por meio de escutas telefônicas, o advogado acredita que pode ter havido defeito de fabricação devido ao tempo de maturação do produto ou por falta de acondicionamento correto. Na opinião de Silva, o “fedor” relatado por alguns clientes pode revelar algum problema na fabricação, mas jamais caracterizaria um crime de adulteração do alimento. 
Sobre outra ilegalidade relacionada com a logístico, a Laticínios Progresso transportava o queijo para Ivoti para vendê-lo na Região Metropolitana e Vale dos Sinos, Silva diz que não tem tempo para fazer a análise detalhada do material levantado pelo MP.
O advogado Juarez Antônio da Silva garantiu, ainda, que os produtores de leite que entregaram o produto para a empresa vão receber os valores normalmente.

Fonte: Rádio Colonial AM

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