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| 17:24 | Saúde | Três de Maio 3 min de leitura

Secretária anuncia que vai apresentar proposta para manter Emergência no HSVP

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Foto: Paulo Marques Notícias
Em entrevista a Rádio Colonial, Jacira Taborda, disse que a proposta que está sendo elaborada para financiar os atendimentos de emergência e urgência de Três de Maio será entregue primeiramente ao Conselho Municipal de Saúde. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) já anunciou, por meio de nota, que vai suspender os atendimentos de emergência a partir do dia 20 de agosto. Jacira disse que o protesto de ontem, organizado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, não contribuiu em nada para retomada do acordo entre prefeitura e hospital. Segundo ela, as vaias contra o prefeito Olívio Casali deram uma conotação partidária ao evento. A secretária reconheceu que a relação entre município e hospital está um pouco estremecida devido aos últimos acontecimentos:
“Foi um ato desnecessário porque a negociação já está em andamento e deveremos formalizar a proposta ao hospital em breve. Não há motivo para tanto barulho porque estamos trabalhando para garantir a Emergência a nossa população. Inclusive, estranhamos a participação de tantas pessoas de outros municípios porque essas prefeituras já estariam repassando recursos normalmente para o hospital”, afirmou.
Em nota, o hospital alega que não vai renovar o contrato com o Estado devido a atrasos nos repasses do Estado. Outro motivo apontado pela casa da saúde é o corte de uma verba mensal que era repassada pela prefeitura para custear os serviços prestados pelos médicos plantonistas. Segundo o hospital, no ano passado a unidade de Emergência já gerou um déficit de R$ 150 mil mensais.
O Sindisaúde ocupou na noite de ontem o espaço da Tribuna Livre na sessão da Câmara de Vereadores para alertar os vereadores sobre o risco de fechamento da Emergência do Hospital São Vicente de Paulo. Conforme o representante do sindicato, Elias Backes, portaria de 2013 estabelece que o repasse do programa Portas Abertas do governo pode substituir o recurso municipal destinado para o mesmo desde que os valores sejam suficientes para custear o serviço de Emergência. Já o médico plantonista da UTI do Hospital São Vicente de Paulo, Jean Zanetti, afirmou que caso o pronto-socorro do hospital realmente seja desativado, a prefeitura terá duas alternativas. Uma delas seria transportar os pacientes em casos graves para a UPA de Santa Rosa e a outra seria a criação de uma estrutura própria que funcionaria 24 com equipe médica e de enfermagem. Ambas as opções, na opinião do médico, iriam custar bem mais para a prefeitura do que continuar repassando a verba para o hospital.

Fonte: Rádio Colonial AM

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