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| 06:55 | Segurança 2 min de leitura

Jovem morre e quatro pessoas ficam feridas em tiroteio em Porto Alegre

Menina de 15 anos foi atingida por disparos, e entre feridos há uma criança

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Menina de 15 anos foi atingida por 

disparos, e entre feridos há uma criança
Ingrid Hellen fazia trabalho social com adolescentes da comunidade, diz tio (Foto: Reprodução/Facebook e Foto: Paulo Ledur/RBS TV)
Uma adolescente de 15 anos morreu atingida por disparos por volta das 20h de quinta-feira (30), na Vila Cruzeiro, Zona Sul de Porto Alegre. Conforme a Brigada Militar, ocupantes de uma moto passaram atirando pelas ruas e acertaram a menina, além de outros três adolescentes e uma criança de cinco anos. A ação dos homens teria sido motivada pela guerra do tráfico na região.
O tiroteio começou em um dos becos da Vila Cruzeiro e se estendeu para a avenida principal. No ponto de ônibus que existe ali estava a menina Ingrid Hellen dos Santos Borges, esperando um ônibus. A adolescente, que não teria relação alguma com o tráfico de drogas, chegou a correr quando viu os dois homens atirando, mas acabou atingida.
Segundo familiares, Ingrid fazia um trabalho social com adolescentes que já se envolveram com o cime. "Fazia um trabalho educativo de informática, e atendia dentro da comunidade 60 adolescentes", relatou Ubirajara Cardoso, tio da jovem. "A gente está a mercê da violência, da guerra urbana que está atingindo todas as regiões e não é diferente com a região da Cruzeiro", completou.
Outros dois jovens feridos foram levados ao Hospital de Pronto- Socorro da capital. Uma adolescente de 16 anos e a criança de cinco sofreram tiros de raspão e não precisaram ser hospitalizados. 
Os suspeitos dos disparos não foram localizados pela polícia.
Moradores protestam na madrugada
O tiroteio que culminou com a morte de Ingrid, somado à insatisfação já existente dos moradores da região com a falta de segurança, gerou um protesto que se estendeu pela madrugada.
Barricadas foram montadas em algumas ruas, e pneus e pedaços de madeira foram incendiados.
Viaturas da Brigada Militar e equipes do Corpo de Bombeiros foram até o local. Segundo a polícia, o primeiro caminhão foi recebido com pedradas. O Batalhão de Choque entrou na Vila Cruzeiro sob o uso de bombas de efeito moral, e em seguida o protesto foi encerrado.
"Quando há violência, tiro entre as gangues, não aparece, aparece depois. A Brigada Militar sempre chega depois de uma morte de um inocente, sempre depois", lamentou a moradora Rosângela Beatriz de Almeida.

Fonte: G1

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