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| 08:06 | Segurança 2 min de leitura

José Dirceu é preso em nova etapa da Operação Lava-Jato

Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira, 40 mandados judiciais em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro

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Polícia Federal cumpre, na 

manhã desta segunda-feira, 40 mandados judiciais em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A Polícia Federal prendeu ao amanhecer o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da Operação Lava-Jato, que investiga corrupção dentro da Petrobras.
A prisão foi ordenada após a constatação de que o ex-ministro movimentou, dentro da sua empresa JD Consultoria, R$ 71,4 milhões desde 2007. As movimentações aconteceram mesmo após Dirceu ter sido condenado no processo do Mensalão do PT. A justificativa das prisões é que teriam sido usados laranjas para realizar operações ilegais, mesmo após a realização das primeiras fases da Lava-Jato.
Dirceu estava cumprindo prisão domiciliar em Brasília, onde foi preso. Ele ganhou esse benefício em outubro de 2014, após ficar preso na Penitenciária da Papuda.
A nova ação da PF é denominada Operação Pixuleco (apelido pelo qual alguns dos indiciados na Lava-Jato se referiam à propina). São 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva (quando o suspeito é conduzido para depor em delegacias). A ação acontece em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Foram decretados também o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias dos presos.
José Dirceu teve recusados, entre junho e julho, três pedidos de habeas corpus para não ser preso. Os três foram impetrados junto ao Tribunal Regional Federal de 4ª Região, em Porto Alegre. Os magistrados negaram a solicitação, que permitiria a ele permanecer em liberdade, mesmo diante de uma ordem da Justiça Federal de primeira instância de Curitiba.
Os desembargadores deram justificativa de que não havia indícios de que a prisão poderia acontecer, que existiam vários investigados e nem todos corriam o risco de serem presos. José Dirceu foi ministro da Casa Civil no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (entre 2003-2006).

Fonte: Zero Hora

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