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| 19:52 | Segurança 3 min de leitura

MP deflagra nova fase da Operação Leite Compensado na Serra do RS

Investigação aponta que empresa adicionava água e bicarbonato de sódio

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Investigação aponta que empresa 

adicionava água e bicarbonato de sódio
Ministério Público deflagra nova fase da Operação Leite Compensado (Foto: MP/Divulgação)
O Ministério Público deflagrou nesta quinta-feira (17) mais uma etapa da Operação Leite Compensado, que apura, desde 2013, adulteração no produto no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão no município de Esmeralda, nos Campos de Cima da Serra gaúcha.
A Operação Leite Compensado teve sua primeira fase desencadeada em 8 de maio de 2013, quando investigações apontaram para um esquema que adulterou cerca de 100 milhões de litros do produto no estado. Esta é 9ª fase da ação, que conta com com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Receita Estadual e Brigada Militar.
Uma das empresas investigadas é a Marcio Fachinello – ME. A transportadora é investigada por suspeita de crime organizado e prática comercial abusiva na cadeia produtiva do leite.
Conforme as investigações, iniciadas há cerca de quatro meses, o proprietário da empresa e quatro funcionários que exercem a função de motoristas adicionavam produtos químicos ao leite cru in natura com a finalidade de mascarar a adição da água e aumentar o volume do produto final. A intenção era aumentar a lucratividade, além de evitar a perda de leite já em deterioração.
Ainda segundo o MP, a empresa recolhia entre 40 e 50 mil litros de leite cru diariamente junto aos produtores de leite de vários municípios da região. Os motoristas eram orientados a acrescentar água e bicarbonato de sódio. A substância é utilizada para adequar o leite impróprio ao consumo, deixando-o dentro dos parâmetros legais. O leite seria encaminhado para a Laticínios Unibom, localizada em Água Santa, cidade também situada nos Campos de Cima da Serra.
Análises de quatro coletas feitas pelo Mapa nos meses de agosto de 2014 e 2015 comprovaram que houve adulteração do produto, com o intuito de dar uma “nova vida” ao leite. O produto e outros derivados produzidos a partir da matéria prima fraudada ficam comprometidos quanto ao seu valor nutritivo. Conforme o MP, a degradação natural faz com que os principais nutrientes – vitaminas, sais minerais e proteínas – tenham seus valores bem abaixo dos padrões estipulados pelo Mapa.
As investigações dão conta, ainda, que os suspeitos coletavam leite com até sete dias de prazo entre a ordenha e a coleta. A legislação em vigor prevê que o prazo máximo para a coleta do leite até o seu recebimento e processamento pelos postos de resfriamento é de 48 horas.
O G1 tentou entrar em contato com a empresa por telefone, mas não obteve resposta.

Fonte: G1

Investigação aponta que empresa 

adicionava água e bicarbonato de sódio
Foto: MP/Divulgação
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