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| 05:42 | Segurança 4 min de leitura

Madrasta do menino Bernardo passa mal na prisão e é levada ao IPF

Graciele Ugulini recebeu atendimentos de um psicólogo e um psiquiatra

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Graciele Ugulini recebeu atendimentos de um psicólogo e um psiquiatra
Foto: Divulgação
A madrasta e uma das acusadas pela morte do menino Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini, foi encaminhada nesta terça-feira (20) ao Instituto Psiquiátrico Forese (IPF), em Porto Alegre, após passar mal na Penitenciária de Guaíba, na Região Metropolitana, onde está presa. Segundo a assessoria da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), ela recebeu atendimentos de um psicólogo e um psiquiatra.
Os dois profissionais informaram o órgão que ela já passa bem, mas permanecerá no IPF durante a noite, até uma nova avaliação nesta quarta. Conforme a Susepe, neste ano, Graciele já havia recebido um atendimento de urgência de um psiquiatra.
Graciele era madrasta de Bernardo e é uma das quatro pessoas acusadas pelo assassinato do menino, em abril do ano passado. O corpo da garoto de 11 anos foi encontrado enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele morava com a família. Ele estava há 10 dias desaparecido. No último dia 9, ela foi levada à delegacia de Guaíba, onde prestou depoimento.
Além de Graciele, o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz são acusados de participar da morte do menino. Os quatro estão presos desde abril de 2014 e respondem por crimes como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O delegado responsável pela investigação da morte da mãe do menino Bernardo, Marcelo Mendes Lech, ouve na manhã desta sexta-feira (9) a madrasta da criança, assassinada em abril de 2014. Graciele Ugulini chegou à delegacia de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pouco depois das 9h e começou a prestar depoimento menos de uma hora depois.
Relembre o caso
- O corpo de Bernardo foi encontrado pela polícia no dia 14 de abril de 2014, enterrado em um matagal de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde a família residia. Ele estava desaparecido desde o dia 4 de abril.
- Bernardo Boldrini foi visto vivo pela última vez no dia 4 de abril de 2014 por um policial rodoviário. No início da tarde, Graciele foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
- Um vídeo divulgado em maio do ano passado mostra os últimos momentos de Bernardo. Ele aparece deixando a caminhonete da madrasta, Graciele Ugulini, e saindo com ela e com a assistente social Edelvânia Wirganovicz. Horas depois, as duas retornam sem Bernardo para o mesmo local.
- Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam dado o remédio que causou a morte do garoto e, depois, teriam recebido a ajuda de Evandro para enterrar o corpo. A denúncia do Ministério Público apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita. A defesa do pai nega.
- Em vídeo divulgado pela defesa de Edelvânia, ela muda sua versão sobre o crime. Nas imagens, ela aparece ao lado do advogado e diz que a criança morreu por causa do excesso de medicamentos dados pela madrasta. Na época em que ocorreram as prisões, Edelvânia havia dito à polícia que a morte se deu por uma injeção letal e que, em seguida, ela e a amiga Graciele jogaram soda cáustica sobre o corpo. A mulher ainda diz que o irmão, Evandro, é inocente.

Fonte: G1

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