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| 15:05 | Praia Notícias | Segurança 4 min de leitura

Homem que abandonou bebê em SC é preso após se apresentar à polícia

Mãe da criança foi agredida e jogada amarrada em rio no Norte de SC

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Mãe da criança foi agredida e jogada amarrada em rio no Norte de SC
Foto: Reprodução / RBS TV
O empresário de 44 anos suspeito de abandonar uma bebê em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e de jogar a mãe da criança em um rio com mãos e pés amarrados em Rio Negrinho, de uma altura de cerca de 20 metros, foi preso após se apresentar à Polícia Civil de São Bento do Sul na manhã desta quarta-feira (16). A prisão preventiva dele havia sido decretada na terça (15).
De acordo com o delegado delegado Gustavo Muniz Siqueira, ele confessou ter agredido a vítima com as mãos e uma pedra, mas negou ter usado um martelo e ter atirado com arma de fogo contra a mulher. Ele também negou que tivesse intenção de matá-la e disse que ela o chantageava, pedindo dinheiro, pensão alimentícia, ameaçando contar para a ex-esposa dele que a bebê era sua filha e, que por isso, perdeu a cabeça.
Em interrogatório, o empresário relatou que tinha a intenção de abandonar a mulher, que é paraguaia e tem 22 anos, no local, como forma de castigo, deixá-la ferida, mas não morta. Segundo o suspeito, ela é que se jogou no rio.
Também teria dito estar arrependido e reconheceu que deveria ter ido à delegacia na noite em que tudo ocorreu. Sobre a bebê, disse que a abandonou em um momento impensado e também reconheceu que não deveria ter feito isso, mas entregue para alguém ou à polícia.
Depois de prestar depoimento, o suspeito foi encaminhado para Rio Negrinho e de lá irá para Mafra, segundo a Polícia Civil.
Relacionamento
Conforme o relato da vítima à Polícia Civil, ela e o suspeito de abandonar o bebê tiveram um relacionamento em 2015. A Polícia Civil acredita que ele tenha tentado matar a jovem e abandonado o bebê para impedir que a família soubesse da existência da criança.
“No intuito de reatar com a ex-esposa, ele premeditou. A estrada onde ela foi encontrada é muito isolada e é provável que ele já tivesse ido ao local. Ele também pediu que ela não contasse ninguém que iam viajar”, diz o delegado Gustavo Muniz Siqueira.
Noite do crime
A paraguaia e o empresário moram em Joinville. A vítima contou à polícia que ele a convidou para viajarem para o Paraguai. No caminho, por volta das 21h de sexta, o homem conduziu o veículo até uma estrada de chão em uma área rural de Rio Negrinho.
“Ele a agrediu com marteladas. Ela chegou a fingir que estava desacordada para ele não continuar batendo. Amarrou as mãos e os pés dela, a jogou no rio e fugiu. Ela conseguiu se soltar e chegar à margem do rio”, detalha Siqueira.
Segundo o delegado, dois pescadores ouviram gritos de mulher e acionaram a polícia. “Nossa equipe de plantão esteve lá e não encontrou nada no momento. Depois ela contou que viu as lanternas da polícia, mas com medo, achou que era ele e ficou quietinha”, conta o delegado.
A pedido da polícia, os bombeiros iniciaram buscas na região e encontraram a mulher na estrada pedindo ajuda. Ela foi conduzida para o hospital de Rio Negrinho. A mulher recebeu alta na segunda-feira.
Abandono da criança
O homem fugiu com a menina de 4 meses e a abandonou em Joinville. “Ele saiu de Rio Negrinho por volta das 21h e abandonou a criança por volta das 23h, acreditamos que essas duas horas foi o tempo que levou”, detalha o delegado.
A criança foi encontrada na manhã de sábado (12) em frente a uma loja. Câmeras de segurança mostraram o momento em que um homem, de carro, abandonou a bebê na noite sexta (11).
A sapateira Fátima Donizette Moraes foi quem encontrou a criança. Ela foi estender roupa e viu um bebê conforto em frente à loja, no bairro Floresta.
“Não acreditei que teria uma criança. Chegando lá, tinha. A criança estava deitadinha, pelo jeito tinha acabado de acordar. Fiquei desesperada, é uma situação complicada, nunca tinha passado por isso”, afirma Fátima.
Família acolhedora
Segundo o Conselho Tutelar, na segunda-feira a menina estava aos cuidados de uma família acolhedora. Nesta terça-feira, a Vara de Infância e Juventude de Joinville informou ao G1 que o caso segue em segredo de Justiça e que não poderia informar se a menina já estava ou não com a mãe.

Fonte: G1

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