Em entrevista à Rádio Colonial na
manhã desta segunda-feira (28) o deputado federal Osmar Terra (PMDB) afirmou que seu nome aparece nas planilhas da empreiteira Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal na
Operação Lava Jato porque recebeu doação legal para a campanha.
O parlamentar garantiu que o repasse de R$ 190 mil ocorreu via PMDB e, por
isso, a diferença na declaração dele na Justiça Eleitoral, já que o partido fica com 5%. Segundo Terra, o valor que consta nas planilhas apreendidas
é compatível com a prestação de contas feita a Justiça Eleitoral. As próprias autoridades da Lava-Jato ressaltam que pesar de a listagem apontar
valores, isso não significa que haja ilegalidade nos repasses.
Com dificuldades para financiar a campanha, Terra disse que procurou uma série de
empresas como Odebrecht e Gerdau. O parlamentar afirmou que na região conseguiu apenas 1% do valor necessário para manter a estrutura mínima em 21 municípios
gaúchos. No entanto, todas as doações, segundo ele, foram declaradas à Justiça Eleitoral.
Apesar de defender a Lava Jato e a
divulgação de todos os nomes envolvidos com possíveis irregularidades, Terra fez um desabafo:
“Para quem tem 40 anos de vida pública
como eu e está mais pobre do quando entrou na política é revoltando ter que ficar dando esse tipo de explicações. Meu patrimônio era cinco vezes
maios do que hoje.
Osmar Terra lembrou ainda que votou a favor da proibição de doações empresariais na última Reforma
Eleitoral.