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01/04/2016 | 05:46 | Política

Supremo mantém decisão que tirou de Moro investigações sobre Lula

Por oito votos a dois, STF confirmou decisão do ministro Teori

Por oito votos a dois, STF confirmou 

decisão do ministro Teori
Foto: Heinrich Aikawa /Instituto Lula
Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde desta quinta-feira (31) que as investigações da Operação Lava Jato sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem permanecer na Corte. A maioria dos ministros decidiu manter a decisão anterior do relator, Teori Zavascki. 
Com a posição do plenário, a parte da investigação que envolve Lula permanecerá no STF e não com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância.
Seguiram o voto do relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. Apenas os ministros Luiz Fux e Celso de Mello votaram por separar as investigações - cabendo ao STF os elementos relacionados a autoridades com foro privilegiado.
Em seu voto, Zavascki defendeu as investigações da Lava Jato, mas disse que elas devem sere feitas dentro da lei para evitar anulações. Para o ministro, Moro não poderia ter divulgado as conversar por envolver a presidente da República, cargo que tem foro por prerrogativa de função na Corte.
Lula é investigado sobre supostas irregularidades na compra de cota de apartamento tríplex no Guarujá (SP), e em benfeitorias feitas em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP).
Críticas a Moro
Em sua fala no STF, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, elogiou a atuação do juiz federal Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato, mas disse que a decisão do juiz em autorizar a divulgação dos áudios entre Lula e a Dilma ofendeu a Constituição e a legalidade vigente.
"Na medida em que alvos interceptados se comunicaram com a presidenta da República, com ministros de Estado e com parlamentares não poderia sua excelência Sérgio Moro ter feito qualquer consideração sobre esta matéria, sob pena de clara de usurpação de competência desta Suprema Corte", argumentou Cardozo.
Fonte: Rádio Gaúcha
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