Facebook Instagram X WhatsApp


| 07:42 | Geral 2 min de leitura

Sartori deve decretar tesourada de R$ 4 bilhões no orçamento de todos os órgãos do governo do Estado

Corte deve atingir todas as secretarias e pode chegar ao Legislativo e ao Judiciário. Piratini diz que abril será melhor, mas situação piora depois

Compartilhar:
Corte deve atingir todas as secretarias e pode chegar ao Legislativo e ao Judiciário. Piratini diz que abril será melhor, mas situação piora depois
Saldo negativo do Estado em março é de R$ 975,3 milhões (Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS)
Com o aprofundamento da crise econômica e a dificuldade crescente de pagar salários do funcionalismo, o governo de José Ivo Sartori tomará uma das medidas mais drásticas da gestão nos próximos dias: publicará decreto determinando corte de despesas próximo de R$ 4 bilhões em todas as secretarias e órgãos públicos. O Palácio Piratini não confirma os valores e a extensão, mas a medida deverá alcançar também os poderes Legislativo e Judiciário. 
 
O valor da tesourada representa 6,3% do orçamento de 2016 do Executivo, fixado em R$ 63,4 bilhões. O contingenciamento ficará próximo do déficit previsto para o ano, de R$ 4,3 bilhões. Logo ao assumir, em janeiro de 2015, Sartori editou norma para economizar R$ 1 bilhão. Agora, o valor será quase quadruplicado. É provável que o decreto seja publicado no Diário Oficial ainda nesta semana. Em caso de atraso, o limite estabelecido pelo governo é a primeira quinzena de abril. 
– Adotaremos contingenciamento do orçamento deste ano. Estamos ultimando as tratativas com cada secretaria para definir onde poderemos avançar em termos de controle dos gastos correntes, assegurando o funcionamento da máquina pública, com os serviços mais essenciais, e um mínimo de investimento – explica Giovani Feltes, secretário da Fazenda. 
A medida irá reforçar o controle de gastos de toda ordem nas estruturas públicas, e o nível de investimento ficará próximo de zero. Na argumentação do Piratini, não há alternativa. Os déficits se acumulam, a crise não dá sinal de arrefecimento e existe risco de o governo acumular duas folhas do funcionalismo em atraso nos próximos meses.
– De médio e longo prazo, não há saída se não houver uma reversão do quadro crítico da economia do país. A recessão nos tirou ao redor de R$ 2 bilhões no ano passado e tudo indica que o PIB (brasileiro) cairá de novo, em torno de 3,8% em 2016, o que é extremamente preocupante – justifica Feltes.
O decreto será a principal iniciativa no item da despesa. Na geração de receita, são vislumbradas três hipóteses para aliviar o caixa no curto prazo. 
A renegociação da dívida com a União, em tramitação no Congresso, deverá reduzir o valor das parcelas mensais em R$ 150 milhões – será um benefício momentâneo, já que os descontos terão de ser pagos no futuro. 

Fonte: Zero Hora

Corte deve atingir todas as secretarias e pode chegar ao Legislativo e ao Judiciário. Piratini diz que abril será melhor, mas situação piora depois
Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade