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| 06:33 | Praia Notícias | Segurança 4 min de leitura

Mãe da menina Laura é presa preventivamente em Araquari, SC

Em depoimento, ela negou tortura, maus-tratos ou omissão, diz delegado

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Em depoimento, ela negou 

tortura, maus-tratos ou omissão, diz delegado
Órgãos da menina foram doados (Foto: Reprodução/RBS TV)
A mãe da menina Laura Beatriz Cardoso, de 3 anos, que morreu no dia 10 de abril, foi presa preventivamente na tarde desta quarta-feira (20), informou o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Aquino Gomes. A Justiça deferiu o pedido de prisão na terça (19), que foi cumprido nesta quarta em Araquari, no Norte do estado.
A menina morreu em Joinville, no Norte do estado, e a polícia investiga se ela também sofreu violência sexual. Segundo a Polícia Militar, a suspeita é de que o padrasto tenha espancado a criança em Araquari. Ele foi preso em flagrante, mas negou o crime.
O padrasto, de 20 anos, está preso preventivamente em São Francisco do Sul, no Norte. Em uma das versões, o padrasto afirmou que caiu por cima da menina ao tentar evitar um ataque de cachorro.
Ocorreu na delegacia a prisão. A mãe, de 25 anos, tinha ido ao local para prestar novo depoimento à polícia, já marcado. Ela negou torturas, maus-tratos ou omissão, afirmou o delegado.
A mulher também afirmou que não presenciou nada no dia em que a filha foi levada ao pronto-atendimento de Araquari e que não acredita na versão do companheiro, do ataque do cachorro. Inicialmente, à Polícia Militar, ela havia confirmado o relato do padrasto.
Agora, o processo está em segredo de Justiça.
Laudo reforça tese de tortura
O resultado do exame de corpo de delito feito em Laura apontou traumatismo craniano como provável causa da morte. O delegado afirmou ao G1 que o laudo "reforça nossa tese inicial de que ela foi torturada antes de morrer".
O delegado afirmou que o laudo apontou que havia várias lesões por várias partes do corpo da menina. Também disse que "nenhuma das lesões é compatível com ataque de cão", o que desmente a versão do padrasto.
Ainda não há, porém, o resultado do exame para verificar se houve abuso sexual. Pela perícia visual feita pelo médico legista, há indícios de que houve abuso, informou o delegado.
O inquérito deve ser concluído no final da próxima semana. A polícia também espera o resultado de outros laudos e investiga se houve algum tipo de omissão por parte da mãe.
Em fevereiro, Laura quebrou o fêmur e foi internada. A mãe, de 25 anos, e o padrasto, de 20, alegaram que o ferimento foi causado pela queda de uma escada.
Entenda o caso
A guarda do irmão de Laura, de 6 anos, foi entregue provisoriamente à avó paterna, depois de um acordo entre a mãe, o Ministério Público e o conselho tutelar.
Conforme afirmou o delegado Rodrigo Aquino Gomes à RBS TV, na tarde da morte da criança, o padrasto tomava conta da menina, enquanto a mãe trabalhava.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 17h daquela tarde por funcionários do pronto-atendimento de Araquari. A criança deu entrada na unidade de saúde com vários hematomas pelo corpo, tinha parada cardiorrespiratória e traumatismo craniano. O helicóptero da polícia conduziu a menina para o hospital infantil de Joinville.
Diferentes versões
De acordo com a Polícia Militar de Araquari, o padrasto da garota  informou no pronto-atendimento que estava de bicicleta com a menina quando foram atacados por um cachorro. Ele afirmou que os dois teriam caído da bicicleta e que um animal mordeu a menina.
"Logo que foi informado de que na verdade era espancamento e não queda, ele mudou a versão e já disse que não havia bicicleta e que estava apenas com a criança no colo quando foi atacado por cachorros", contou o tenente Etiene Barros de Rodrigues à RBS TV de Joinville.
Agressões frequentes
Conforme a PM, a mãe da criança, de 25 anos, confirmou a versão do padrasto. "Quando ficou sabendo da gravidade do caso, o padastro fugiu do hospital", disse o tenente.
Algumas testemunhas informaram à PM que as agressões contra a criança eram frequentes. Na casa da família, a polícia encontrou papel higiênico e gazes sujos de sangue.
De acordo com a Central de Polícia de Joinville, o padrasto foi preso em flagrante e conduzido para Araquari. "Foi preso em flagrante porque a criança estava sob a responsabilidade dele a tarde inteira. Então o crime é de maus tratos qualificado pelo resultado de morte", informou o tenente.

Fonte: G1

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