A nomeação da secretária especial de
políticas para as mulheres, Fátima Pelaes, foi publicada na edição desta sexta-feira (3) do Diário Oficial da União. A secretaria é
subordinada ao Ministério da Justiça e Cidadania.
O anúncio do nome de Fátima Pelaes para a secretaria provocou repercussão na
imprensa por ela ter se manifestado contra a descriminalização do aborto quando exercia o mandato de deputada federal. Fátima divulgou nota afirmando que seu
posicionamento não vai afetar o debate de qualquer questão durante sua gestão na secretaria e que a mulher vítima de estupro que optar pela
interrupção da gravidez deve ter total apoio do Estado.
Fátima Pelaes é socióloga, foi eleita deputada federal pelo Amapá
por cinco vezes e preside o PMDB Mulher Nacional.
Matéria publicada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo diz que Fátima é apontada em
investigação do Ministério Público Federal como integrante de uma articulação para desviar R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares em
esquema desmantelado pela Operação Voucher, em 2011. Na época, o nome dela foi citado ligado a uma organização não governamental fantasma que havia
celebrado convênio com o Ministério do Turismo.
As investigações estão em andamento. Por meio da assessoria, Fátima Pelaes
divulgou o seguinte posicionamento: "Eu confio no trabalho da polícia e da justiça e estou tranquila de que tudo será esclarecido".