O novo ministro do Desenvolvimento Social,
Osmar Terra (PMDB-RS), pagou um combo formado por um saco grande de pipoca e mais dois copos de refrigerante de 700 ml com verba da Câmara dos Deputados. A compra custou R$ 26 e
aconteceu no dia 27 de setembro do ano passado, no cinema Kinoplex em Brasília.
O valor foi pago com recursos disponíveis através da Cota para
o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Em setembro, Terra, que é deputado federal pelo Rio Grande do Sul, apresentou nota fiscal pedindo ressarcimento da Câmara
por meio do CEAP.
A cota é destinada para custeio de despesas ligadas diretamente às atividades parlamentares. Gastos com alimentação
são permitidos, contando que estejam associados a ações do mandato, como visitas a bases eleitorais, por exemplo.
Procurado pela reportagem da
Rádio Gaúcha, o Ministério do Desenvolvimento Social declarou que o ressarcimento foi pedido por engano pelo ministro. “Essa nota (da pipoca) foi entregue por
engano junto com outros recibos de alimentação que periodicamente apresentava para ressarcimento, todos dentro das regras legais. Esse é um caso isolado”, alegou
o ministério.
De acordo com a nota fiscal, a compra da pipoca ocorreu por volta das 18h30, em um domingo, e foi feita em dinheiro.
Os gastos com
alimentação de Terra na atual legislatura (iniciada em fevereiro de 2015) chegam a R$ 6,5 mil. Nas listas, estão despesas com rodízios em galeterias e
churrascarias de Porto Alegre (RS) e até mesmo um refrigerante consumido durante um voo no translado Brasília x Porto Alegre. Também há registro do pagamento de
um mojito, em um restaurante de Florianópolis, consumido em novembro do ano passado. A Câmara proíbe gastos com bebidas alcoólicas, mas a nota fiscal do mojito
não explicita se o drink tinha, ou não, álcool.
Somados todos os gastos, o deputado gaúcho já pediu ressarcimento de R$ 549 mil do
cotão da Câmara conforme informações do site especializado Operação Política Supervisionada (OPS).