Facebook Instagram X WhatsApp


| 17:44 | Política 3 min de leitura

Senadores comentam pedidos de prisão: "tragédia política"

Procurador da República pediu prisão de Renan, Cunha, Jucá e Sarney

Compartilhar:
Procurador da República pediu prisão de Renan, Cunha, Jucá e Sarney
Foto: Montagem /Agência Senado/AFP
Em conversa com a imprensa, senadores demonstraram cautela nesta manhã ao comentar os pedidos de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). No entanto, eles concordam que a solicitação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) evidencia a crise política do país.
O senador Paulo Rocha (PT-PA) ponderou que o Judiciário brasileiro, mesmo que seja o STF, não pode sair prendendo "a torto e direito" porque alguém delatou, denunciou ou gravou. "Acho que precisa da denúncia, da investigação, de um processo normal para poder ao final condenar e ser preso. À medida que começa a prender todo mundo, não vai sobrar ninguém. O processo da Lava Jato tem que diferenciar o que é financiamento de campanha e o que é propina, corrupção", conclui Paulo Rocha. 
Já os senadores petistas Gleisi Hoffmann (PR) e Jorge Vianna (AC) optaram por não dar declarações. 
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) se disse muito triste com a notícia, que o país está vivendo um momento muito difícil e que todos esses acontecimentos fazem parte da crise política. Segundo ele, isso agrava a crise de uma forma significativa porque envolve o presidente do Senado, o presidente do maior partido político do país, o PMDB, e José Sarney, uma instituição política do Brasil.
Quando perguntado se Renan deveria seguir à frente da presidência do Senado, Lyra não quis se comprometer: "Não podemos fazer essa avaliação no momento, somente no momento oportuno. Vamos aguardar o pronunciamento do Supremo”, disse. 
Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), Renan Calheiros deveria chamar os líderes e se explicar. E caso isso não ocorra, os próprios líderes deveriam se reunir para decidir o que fazer, tomar uma posição. Cristovam não quis analisar o pedido de prisão, pois não julga as decisões de juízes, mas lembrou que "o caso é muito parecido com o de Delcídio do Amaral, mas não sou eu quem vai dizer se deve haver prisão ou não".
Já o senador Álvaro Dias (PV-PR) falou em tragédia política e que fica até difícil ver solução neste momento. E o que surge de pronto seria renúncia coletiva e eleições gerais. Mas o próprio senador se questiona: “Quem renúncia ao mandato? Porque hoje fica difícil até separar o joio do trigo, o ideal seria zerar tudo e começar de novo. A classe política está totalmente desacreditada e até uma proposta dessa soa sem crédito”. 
Contraponto
Eduardo Cunha: "Não tomei ciência do conteúdo do pedido do Procurador Geral da República, por isso não posso contestar as motivações. Mas vejo com estranheza esse absurdo pedido, e divulgado no momento da votação no Conselho de Ética, visando a constranger parlamentares que defendem a minha absolvição e buscando influenciar no seu resultado ".

Fonte: Rádio Gaúcha

Mais notícias sobre POLÍTICA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade