Facebook Instagram X WhatsApp


| 09:26 | Geral 2 min de leitura

Oi passa de supertele a supertombo

Maus negócios com a compra da BrT e a fracassada fusão com a Portugal Telecom foram decisivos para elevar as dívidas da operadora a R$ 65,4 bi e forçar a companhia a pedir recuperação judicial

Compartilhar:
Maus negócios com a compra da BrT e a fracassada fusão com a Portugal Telecom foram decisivos para elevar as dívidas da 

operadora a R$ 65,4 bi e forçar a companhia a pedir recuperação judicial
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
O sonho de gigantismo da Oi acabou com uma dívida tão superlativa quanto as expectativas que chegou a criar. Eleita pelo governo federal como a empresa que seria a "campeã nacional" nas telecomunicações, com aspirações até de se tornar uma multinacional, a companhia tem desde a sua origem, nas privatizações de 1998, uma trajetória recheada de controvérsias e maus negócios. No mais recente capítulo, conseguiu entrar para a história corporativa brasileira como parte do maior processo de recuperação judicial do país, com passivo considerado impagável de R$ 65,4 bilhões.
Para quem acompanha os passos da Oi, o desfecho deve ser creditado principalmente a dois movimentos malsucedidos, fartamente apoiados por recursos de bancos públicos e fundos de pensão de estatais nos governos Lula e Dilma. No contexto, a intenção do Planalto de ajudar a criar megaempresas brasileiras para competir globalmente, como pontas de lança do capitalismo verde- amarelo.
O primeiro episódio considerado parte fundamental do naufrágio da Oi foi a compra da Brasil Telecom (BrT), em 2008. Além de se endividar para fazer o negócio, depois de fechada a aquisição, foram descobertos esqueletos que dobraram o passivo da companhia no ano seguinte, para quase R$ 22 bilhões.
A situação, que já não era confortável, se agravou de vez com a novela da fusão com a Portugal Telecom. Em meio às negociações, a Oi levou uma rasteira dos sócios portugueses que compraram créditos podres do Banco Espírito Santo (BES), maior instituição financeira privada de Portugal, que, em dificuldades financeiras, deu calote e acabou resgatado pelo governo lusitano.
– A expectativa era de que essa fusão desse mais recursos para a Oi se desenvolver. Mas com esse susto dos créditos podres do BES, a operação se desestruturou. Acabaram vendendo os ativos em Portugal e a Oi ficou com a dívida, que ao final de 2015 era mais de cinco vezes superior ao que gerava de caixa – detalha Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, lembrando que, de uma tacada, o negócio com a operadora portuguesa fez crescer em R$ 20,1 bilhões o endividamento da telefônica no balanço do segundo trimestre de 2014, chegando a R$ 52,2 bilhões.

Fonte: Zero Hora

Maus negócios com a compra da BrT e a fracassada fusão com a Portugal Telecom foram decisivos para elevar as dívidas da 

operadora a R$ 65,4 bi e forçar a companhia a pedir recuperação judicial
Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade