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| 17:48 | Segurança 2 min de leitura

Caso Bernardo: mãe do menino morreu três dias antes de assinar separação milionária

Segundo o Ministério Público, ciúmes e disputa por bens materiais estão na linha de investigação

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Segundo o Ministério Público, ciúmes e disputa por bens materiais estão 

na linha de investigação
Foto: Reprodução/Rede Recor
 A mãe do menino encontrado morto em um matagal no interior do Rio Grande do Sul morreu três dias antes de assinar a separação do pai do garoto, Leandro Boldrini, de 38 anos. Odilaine Uglione receberia R$ 1,5 milhão e uma pensão de R$ 10 mil por mês. Família acredita que ela tenha sido morta por causa de dinheiro. O pai de Bernardo, a madrasta e uma amiga estão presos suspeitos de envolvimento no crime.
Segundo o Ministério Público, ciúmes e disputa por bens materiais estão na linha de investigação da polícia.
A avó do menino, Jussara Uglione, demonstra revolta com o caso e expõe uma dúvida que atormenta a família materna desde que a mãe de Bernardo morreu dentro da clínica de Leandro, em 2010, aos 32 anos, quando estavam tratando do divórcio. A investigação policial concluiu que ela se suicidou.
O advogado de Jussara, Marlon Taborda, diz que poderá pedir a reabertura do inquérito. Taborda afirma que Odilaine teria fechado um acordo de divisão de bens com Leandro poucos dias antes de morrer e que Bernardo seria beneficiário da venda de um imóvel que foi do médico e da mãe dele.
— Odilaine estava se separando do pai do menino. Para três dias depois [da morte dela], estava combinado para assinarem o termo de separação onde ela receberia um valor bem considerável no que se refere à partilha do patrimônio. Existem as máquinas da clínica, aparelhagem, e patrimônio imóvel, que portanto pertencia ao casal e um pensionamento mensal.   
 Desde a morte da mãe, Bernardo morava com o pai, a madrasta e a meia-irmã de um ano. O corpo do menino foi enterrado na quarta-feira (16), no Cemitério Ecumênico de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, mesmo local em que a mãe está sepultada. 
Alegou inocência
Também na quarta-feira, o advogado Andrigo Reelato, primo do médico Leandro Boldrini, de 38 anos, pai de Bernardo, divulgou a primeira versão dele para o caso, depois de visitá-lo na prisão.
— Ele disse que é inocente e quer se defender. [...]
Segundo o advogado, Boldrini disse ainda que se a mulher dele, a enfermeira Graciele Boldrini, matou o filho, ela deve ser punida. O casal tem uma filha de um ano e meio. 
— Também falou que se ela fez, tem de pagar.

Fonte: Rede Recor

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