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| 05:15 | Segurança 4 min de leitura

Soda cáustica não foi encontrada em carros que levaram Bernardo, diz IGP

Resquícios passarão por analise, mas peritos negam que seja a substância

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Resquícios passarão por analise, mas peritos negam que seja 

a substância
Manchas brancas foram encontradas nos carros usados por Graciele e Edelvania (Foto: Reprodução/RBS TV)
Um grupo de técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou nesta quinta-feira (24) uma análise em Três Passos e Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de apurar detalhes sobre a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. Em entrevista coletiva, dois peritos informaram que durante o trabalho que não foram encontrados vestígios de soda cáustica nos carros que, segundo a Polícia Civil, levaram o menino pouco antes do assassinato.
O corpo do garoto foi encontrado em 14 de abril enterrado em uma cova na localidade de Linha São Francisco, em Frederico Westphalen, no norte do estado, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele morava, no noroeste. Bernardo estava desaparecido desde 4 de abril. O pai do menino, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele e a assistente social Edelvania Wirganovickz, amiga da mulher, estão presos temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.
A informação do uso de soda cáustica partiu de um depoimento que teria sido dado por Edelvania. Segundo a polícia, a assistente social disse que a madrasta colocou a substância no corpo do menino para acelerar a decomposição antes de enterrar a criança, sem saber se estava morta. A suspeita ganhou força quando foram constatadas substâncias brancas nos veículos durante a perícia realizada à tarde. No entanto, segundo os técnicos, uma era um fungo, e outra ainda passará por análise, mas é possível afirmar que não se trata de soda cáustica. Amostras de terra também serão analisadas.
A entrevista foi concedida pelos peritos Adriana Denardin e Evandro Gomes. Eles iniciaram a perícia em frente à residência onde a criança morava. De lá, andaram pelo caminho que a polícia acredita que Graciele tenha percorrido para levar o menino ao local do crime. Entre os pontos visitados estavam uma loja de peças para automóveis, o posto de combustíveis onde foram gravadas imagens da madrasta junto com o menino encontrando Edelvania.
Segundo a polícia, os vídeos mostram o momento em que a caminhonete preta estacionou com a madrasta e Bernardo no dia 4 de abril. Os dois desceram e encontraram Edelvania, que aguardava em um restaurante. Em seguida, os três entraram no veículo prata e foram embora. Horas depois, o carro retornou e Bernardo não estava mais com as duas mulheres.
Os peritos também analisaram a cova onde foi encontrado o corpo do menino, e não descartam que o buraco possa ter sido cavado por uma mulher. Ainda de acordo com os peritos, o prazo para o trabalho ser concluído pode passar de 60 dias.
Entenda
Bernardo foi visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado em Frederico Westphalen.
De acordo com a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

Fonte: G1

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